segunda-feira, 18 de junho de 2007

Zodíaco

- - - de Rafael, para o na Vitrine.


Título Original: Zodiac
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 158 minutos
Site Oficial: www.zodiacoofilme.com.br
Direção: David Fincher

Sinopse: Um assassino que provoca através de cartas e enigmas coloca a população de San Francisco em pânico. Dirigido por David Fincher (Seven) e com Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo, Robert Downey Jr., Chloë Sevigny, Brian Cox e Dermot Mulroney no elenco.




Antes de começar a escrever sobre o filme, fiz questão de procurar na internet a opinião de outras pessoas que também o viram, porque, eu mesmo, não consigo formar um parecer terminativo. O que eu li explica muita coisa. Existem basicamente dois tipos de crítica: uma extremamente positiva e outra extremamente negativa. Devido ao mesmo motivo: o filme “murcha” do meio para o fim. Seguem exemplos, retirados do site Adoro Cinema:

"A morte é algo inevitável e qualquer filme do David Fincher é bom. Estas são as únicas duas certezas da vida." (Helena Carvalho)


"O roteiro tinha tudo para ser bom, mas no decorrer do filme se torna cansativo e confuso". (Gílson Weyne)


A conclusão que eu tirei é que existe muito maniqueísmo para eu simplesmente chegar aqui e dizer: o filme é ruim. O filme é bom.

Zodíaco é o terceiro filme sobre o serial killer que aterrorizou San Francisco, enviando cartas de teor mórbido a serem publicadas na grande mídia e ameaçando causar maiores tragédias, não fosse atendido. Esse mesmo assassino não foi encontrado até hoje. O filme é baseado na versão de Robert Graysmith (interpretado por Jake Gyllenhaal), um tímido cartunista que se sente responsável por descobrir quem é o homem por trás do codinome “Zodiac”.

A violência de que Zodiac se vale para matar é o principal responsável pelo clima de suspense durante a primeira metade do filme. Porém, o tempo passa e nenhuma evidência é encontrada para apontar suspeito algum. É quando o filme se transfigura em um baita drama policial. A falta de provas concretas, a insistência de Graysmith ao se intrometer no trabalho investigativo, o medo que não abandona nunca a vida de cada personagem da cidade...

O que os admiradores chamam de “genialidade” é a forma como Fincher usa recursos estilísticos para não deixar o suspense inicial morrer: a trilha sonora é fantástica, a fotografia majestosa te faz perder o fôlego e a metalinguagem te transporta para fora das telas até a realidade. Um ponto alto do filme é quando Graysmith sai de uma sala de cinema, onde assistia a um filme baseado na saga do serial killer. Daí você pensa: “Certo, o assassino está vivo e esse homem está assistindo ao mesmo filme que eu, agora” (...) “Ele vai morrer?” (...)

Quem é o assassino? Não sabemos até hoje. Assim, o filme acaba e não há conclusão. Não poderia haver. Não havia provas. O que não impede a existência de teorias e várias delas são profundamente exploradas no desenrolar da trama. O filme te faz pensar até onde a existência de provas é necessária para se ter certeza de algo e até onde a intuição humana é falha. Será que o trabalho dos investigadores profissionais foi tão longe quanto o de Graysmith? Aliás, e se o suspeito do cartunista for o verdadeiro assassino? Questões que não podem ser respondidas e talvez tenham frustrado quem esperava um filme mais “tradicional”. Questões interessantes que em certos pontos levam a questionar a própria realidade.

Ainda assim, o filme é longo e eu saí do cinema ligeiramente desapontado. Ainda não sei dizer se foi bom ou ruim. Apenas que vale à pena. Talvez eu não tenha me identificado com o estilo – não sou o maior amante de suspenses, quanto mais policiais. Talvez.

2 comentários:

la texana disse...

eu vi tbm! eu particularmente amei. puta homenagem ao cinema, ao genero trilher, ao genero terror, o trabalho de camera é incrivel. longo, é verdade, mas toda vez que parecia perder o folego a história voltava a ter agilidade. e que trilha sonora é aquela. amei, amei, amei, me deu arrepios, me emocionou e na verdade é só isso que eu peço. fora o fato que o jake gylenhal (sabia que ele é irmão da moça do mais estranho que ficção?) é o colirio dos colirios. muita vontade de apertar. eu e meus tipos clark kent da vida...

la texana disse...

e a violencia estilizada tbm, as mortes são fantasticas. por alguma razão hj em dia esse tipo de coisa anda me atraindo. estilo, acima de tudo.

na Vitrine.