domingo, 24 de junho de 2007

Battlestar Galactica


- - - de Tereza, para o na Vitrine.




site oficial: http://www.scifi.com/battlestar/index.php

produtores: Ronald D. Moore e David Eick

Elenco: Edward James Olmos, Mary McDonnell, Jamie Bamber, Katee Sackhoff, James Callis ,Tricia Helfer, Grace Park,Michael Hogan e Aaron Douglas.




O que acontece quando você junta West Wing, com Star Trek, com Blade Runner, com Top Gun, com A Odisséia, com Karl Marx e filosofia? Battlestar Galactica acontece. Com roteiros quase sempre impecáveis e um dos melhores elencos de todos os tempos (pense V. Mars segunda temporada) BSG não é uma ficção cientifica igual as outras.

Apesar do aspecto futurista, a história se passa no passado, no máximo no presente, quando a humanidade, depois de ser quase toda eliminada, tenta chegar à Terra, um refúgio à muito prometido. É uma mentira é claro, um conto usado para lubridiar o povo que a sobrevivência é possível. Uma mentira que talvez tenha um fundo de verdade, afinal. Ah, e eu já contei sobre os robôs humanoides assasinos que no fim das contas só querem aprender a amar. Não se preocupe, não é simples assim, nada em Battlestar é simples.

Baseado na sociedade americana e na mitologia greco-romana, a série se propõe a mostrar o lado mais feio do homem, e daquilo que o homem cria, o que acontece quando não existe mais nada a perder, como é possível criar vínculos numa época em que qualquer pessoa tem um grande risco de morrer o tempo todo. E todos sofrem esse risco, todos mesmo (sabe o quanto te frustra você ter certeza que eles nunca vão matar o Jack em Lost? Nessa série essa preocupação não existe).

Cada cena, cada frase tem camadas e mais camadas de simbolismos e níveis a serem desvendados. E não adianta procurar por detalhes, está tudo ali, estampado, esfregado na sua cara, só resta saber se você é capaz de ler ou prefere fechar os olhos. É tudo muito cerebral e ao mesmo tempo emocional, além de te fazer pensar te envolve na história de maneira que cada soco na cara que alguém recebe é sentido por você também. É sobre a guerra e sobrE sanidade e como você faz pra sobreviver quando sabe que nunca mais vai voltar pra casa.

Não existe lugar pra maniquéismos, todos são, na melhor das interpretações, anti-heróis. Chega a ser mais real do que a própria vida. E mais doloroso. O show se desdobra em várias histórias paralelas, todas com a mesma importância, todas com apenas uma coisa em comum, uma nave de batalha que estava prestes a ser aposentada.

Fora as inovações, super elogiado por seu realismo, as naves não fazem barulho quando no espaço, o som não se propaga no vácuo, mas isso não me importa. Nunca houve uma ficção científica mais girl power, melhor piloto-guereira-bêbada, mulher, presidente, mulher, cylon mais foda, mulher, melhor alucinação, mulher. E nada de feminismos, mulheres fortes precisam de homens fortes ao seu lado, não atrás. Não existe redenção para elas, é tudo tão difícil quanto.

E eu nem comecei a falar sobre o trabalho de câmera e da trilha sonora. Perfeição, essa é a palavra.

E ela nunca foi tão pessimista (otimista) e cinza (colorida). Genial.




Observação importante: além de tudo isso, todo o elenco é lindo. Até mesmo quando não é.

3 comentários:

la texana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
la texana disse...

dica: quase tão bons quanto os episodios são os recaps do jacob no television without pity: http://www.televisionwithoutpity.com/portal/site/TelevisionWithoutPity/menuitem.5853592f3d9209d415fc0f1045001d30/?channelid=d794b236694b2110VgnVCM1000006dc1d240____&hotfourmchannelid=4fe4b236694b2110VgnVCM1000006dc1d240____&pollchannelid=d9f839d49a4b2110VgnVCM1000006dc1d240____&ShowName=Battlestar+Galactica¤tPage=1&strSortCoulmn=airdate_desc&strSeason=all

Tracy disse...

Oii...gosto muito de séries americanas, mais nunca assisti essa, li o post e fiquei curiosa..
Muito legal o blog de voces...
bjus e ateh mais!

na Vitrine.