quinta-feira, 28 de junho de 2007

Last.fm (The Social Music Revolution)

- - - de Rafael, para o na Vitrine.


A Last.fm é, sem dúvidas, o meu maior achado cibernético. Trata-se de uma comunidade de relacionamentos (semelhante em alguns aspectos ao orkut), porém com uma característica singular: a principal função da last.fm é divulgar o que está acontecendo no universo da música. Para isso, os perfis de cada usuário são baseados naquilo que eles vêm “escutando” e, mais importante, a comunidade conta com diversos meios para que qualquer pessoa possa ouvir música via internet. Um baita trabalho que alia a vontade do intenauta de escutar música com o interesse das grandes (e pequenas) gravadoras de vender e aparecer. As vantagens para o usuário são inúmeras: você pode conhecer pessoas com gostos musicais semelhantes, receber sugestões de bandas que combinam com o seu estilo, se informar sobre os shows que estão para acontecer pela cidade e poder compartilhar o seu próprio perfil musical. Se esse grande universo parece interessante para você, segue um tutorial de como entrar nele e se deliciar com tudo o que a rádio virtual pode oferecer. d--b


Tutorial Last.fm

1º Passo: Crie uma conta.
Acesse http://www.last.fm e clique em create your own account.


Será aberta uma página em que você será solicitado a fornecer os seguintes dados: nome de usuário desejado, email, senha e confirmação. Além disso, é preciso aceitar os termos e condições de utilização do serviço. Quando sua conta for criada, será solicitado que você faça download de um programa (muito útil para quem tem hábito de escutar músicas no computador com windows media player, winamp ou outro) Não há necessidade de instalar esse programa agora, mas é aconselhável. Você pode instalá-lo depois ou até nem chegar a usá-lo. Voltarei nele depois.

2º Passo: Crie seu perfil básico.
Qualquer das opções que você tenha selecionado na última etapa (instalar ou não o programa Last.fm), você será levado ao seu perfil "básico". Funciona exatamente como no orkut. Do lado esquerdo da tela, clique em edit my details e complete seu perfil com nome, foto, descrição, etc, etc, etc...
(Só por curiosidade, o fuso horário de Brasília é GMT -3)

3º Passo: Crie seu perfil musical.
Esse passo é mais demorado. O seu perfil musical é, na verdade, um histórico do que você tem escutado. Por tanto, até que você tenha efetivamente um perfil pode ter passado uma semana ou mais. Existem basicamente duas formas de criar seu perfil musical. Você pode escolher uma ou outra, ou usá-las concomitantemente.

a) A primeira forma é pelo programa que já foi citado algumas vezes. Baixe ele se você não o tiver feito ainda (na barra vermelha superior da last.fm tem uma aba download). Esse programa, enquanto aberto, baixa o nome da banda e música que está tocando no player do seu computador. Apenas lembre-se de fechá-lo ao sair do computador para não correr o risco de seu irmão chegar e colocar Soweto pra tocar. Não queremos que as pessoas pensem que você escuta Soweto, não é mesmo? De qualquer forma, mesmo se o pior acontecer, pelo próprio programa é possível excluir esse registro infeliz do seu perfil.
(Nem tudo é perfeito: o programa não ouve a música e adivinha seu nome ou quem a está tocando. Ele apenas lê a propriedade do arquivo. Por tanto, se você estiver ouvindo "Atirei o Pau no Gato", mas a propriedade nome do arquivo for "Marcha Soldado", o last.fm acredita que você está ouvindo "Marcha Soldado". Tome cuidado com isso.)


b) A segunda forma é escutando música pela própria rádio last.fm. Uma forma de fazer isso é criando uma playlist pra você. No canto superior direito da página existe uma barra de busca de músicas. Procure artistas que você goste e adicione suas músicas preferidas na sua playlist. Tenha em vista que apenas as músicas com a imagem de play, normalmente azul, estão no servidor. As outras não serão executadas, por não estarem disponíveis no site, ou, como eles chamam, são non-streamable. Qualquer pessoa pode ouvir sua playlist. Ouça ela algumas vezes para ir criando seu perfil musical.

(Nem tudo é perfeito: Você não pode ouvir a música que quiser, na hora que quiser, na rádio por uma razão simples: essas músicas são protegidas por direitos autorais. Elas estão lá por motivos comerciais. Se você clicar em uma música específica para ouvir, tocará apenas um "sample" de 30 segundos. Para ouvi-la do início ao fim, é preciso pôr toda a playlist para tocar - as músicas são reproduzidas em ordem aleatória - e contar com a sorte. Há excessões: as músicas com botão play dourado. São as faixas completas que podem ser executadas quando lhe aprouver.)

Há outras formas de escutar música online. Ouvir a playlist de outro usuário, buscar rádios de estilos, de artistas... Basta procurar um pouco que você acha.

4º Passo: Vizinhos Calculados.
Quando o seu perfil contiver um número razoável de informação, seus vizinhos serão calculados. Vizinhos são outros usuários da comunidade com gosto musical semelhante ao seu. A partir de então será criada uma rádio dos seus vizinhos. Uma rádio que toca as principais músicas da sua vizinhança. Além disso, no seu dashboard (canto superior direito), haverá recomendações de bandas semelhantes às que você escuta, recomendações de shows e faixas completas especialmente selecionadas para o seu gosto. Nesse momento, o seu perfil musical atingiu a maturidade e você pode desfrutar de tudo o que a last.fm tem a oferecer. As funções são inúmeras e qualquer um se sente perdido ante tantas possibilidades. Basta ter espírito investigativo. Existem grupos que são como comunidades do orkut - fóruns de discussão -, existem espaços para críticas de bandas e shows e existem formas de compartilhar seu perfil em seu blog. Eu poderia continuar enumerando as vantagens dessa comunidade-rádio ainda por um bom tempo. Mas acho que por hora chega. A única coisa que eu posso te garantir é que, depois da last.fm, seus ouvidos nunca mais serão os mesmos.

Boa sorte aos curiosos e keep listening.


.Já é possível acessar o site em Português: http://www.lastfm.com.br/
.Perguntas Freqüentes (FAQ): http://www.lastfm.com.br/help/faq

terça-feira, 26 de junho de 2007

A Saga de Emmanuel


de Renata, para o na Vitrine



No meu primeiro post-recomendação, escreverei sobre obras consideradas não exatamente "normais". De acordo com a crença espírita, livros podem ser concebidos por escritores sem eles estarem, ahm... vivos (em um conceito muito pequeno de vida e morte, mas isso não vem ao caso). Pois bem, o espírito Emmanuel é um deles.

Na verdade, ele pode ser considerado o mais importante autor da literatura espírita do Brasil. Em seu trabalho, principalmente através do médium Chico Xavier, somam-se mais de cem obras. Todas carregam lições e esclarecimentos quanto à doutrina e enriqueceram muito os estudos kardecistas. Cinco desses livros porém, destacam-se dos demais.

Paulo e Estevão, Há Dois Mil Anos, Cinquenta Anos Depois, Ave Cristo e Renúncia são os grandes romances históricos do Espiritismo. Emmanuel narra em uma escrita rebuscada e difícil mas de grande vivacidade e beleza, as vidas de personagens reais em épocas especiais da humanidade: o império romano e o surgimento do cristianismo, a descoberta das Américas e a Revolução Francesa. E se você quiser acreditar, cada descrição, gesto e fala realmente aconteceram. Não sei bem como funciona lá em cima, mas acho que houve uma espécie de cinema, onde Emmanuel pôde assistir as "gravações" espirituais e depois passá-las para o papel. O que na verdade deve ter sido muito difícil, pois vidas dele próprio se incluem nas narrações.

Os livros te envolvem em ambientes sofridos e te fazem participar das situações emocionantes das personagens. Situações que podem parecer à primeira vista, meramente literárias, mas que se considerarmos como destinos dos homens se cruzam e que nada, absolutamente nada, nos acontece por acaso, tudo é completamente real.

Emmanuel não escreve esperando uma boa crítica da Folha de São Paulo ou um convite para a Academia Brasileira de Letras. O que ele deseja é que através de sua saga, analisemos nossos próprios atos e decisões e como eles influeciam o restante de nossas existências. Os livros também, obviamente, possuem alto cunho cristão, mas não condenam aos faltosos da religião, o eterno fogo do inferno. Ao contrário, procura provar que as oportunidades de evolução e o perdão aos espíritos são eternos. Pode até ser difícil se redimir, mas nunca impossível.

Por fim, prepare uma caixa de lenços (ou no meu caso, um sorine), porque você vai chorar até! Não espere finais felizes, porque essas histórias são terrenas, e como todo bom espírita sabe:

A Felicidade não é deste mundo.

domingo, 24 de junho de 2007

Battlestar Galactica


- - - de Tereza, para o na Vitrine.




site oficial: http://www.scifi.com/battlestar/index.php

produtores: Ronald D. Moore e David Eick

Elenco: Edward James Olmos, Mary McDonnell, Jamie Bamber, Katee Sackhoff, James Callis ,Tricia Helfer, Grace Park,Michael Hogan e Aaron Douglas.




O que acontece quando você junta West Wing, com Star Trek, com Blade Runner, com Top Gun, com A Odisséia, com Karl Marx e filosofia? Battlestar Galactica acontece. Com roteiros quase sempre impecáveis e um dos melhores elencos de todos os tempos (pense V. Mars segunda temporada) BSG não é uma ficção cientifica igual as outras.

Apesar do aspecto futurista, a história se passa no passado, no máximo no presente, quando a humanidade, depois de ser quase toda eliminada, tenta chegar à Terra, um refúgio à muito prometido. É uma mentira é claro, um conto usado para lubridiar o povo que a sobrevivência é possível. Uma mentira que talvez tenha um fundo de verdade, afinal. Ah, e eu já contei sobre os robôs humanoides assasinos que no fim das contas só querem aprender a amar. Não se preocupe, não é simples assim, nada em Battlestar é simples.

Baseado na sociedade americana e na mitologia greco-romana, a série se propõe a mostrar o lado mais feio do homem, e daquilo que o homem cria, o que acontece quando não existe mais nada a perder, como é possível criar vínculos numa época em que qualquer pessoa tem um grande risco de morrer o tempo todo. E todos sofrem esse risco, todos mesmo (sabe o quanto te frustra você ter certeza que eles nunca vão matar o Jack em Lost? Nessa série essa preocupação não existe).

Cada cena, cada frase tem camadas e mais camadas de simbolismos e níveis a serem desvendados. E não adianta procurar por detalhes, está tudo ali, estampado, esfregado na sua cara, só resta saber se você é capaz de ler ou prefere fechar os olhos. É tudo muito cerebral e ao mesmo tempo emocional, além de te fazer pensar te envolve na história de maneira que cada soco na cara que alguém recebe é sentido por você também. É sobre a guerra e sobrE sanidade e como você faz pra sobreviver quando sabe que nunca mais vai voltar pra casa.

Não existe lugar pra maniquéismos, todos são, na melhor das interpretações, anti-heróis. Chega a ser mais real do que a própria vida. E mais doloroso. O show se desdobra em várias histórias paralelas, todas com a mesma importância, todas com apenas uma coisa em comum, uma nave de batalha que estava prestes a ser aposentada.

Fora as inovações, super elogiado por seu realismo, as naves não fazem barulho quando no espaço, o som não se propaga no vácuo, mas isso não me importa. Nunca houve uma ficção científica mais girl power, melhor piloto-guereira-bêbada, mulher, presidente, mulher, cylon mais foda, mulher, melhor alucinação, mulher. E nada de feminismos, mulheres fortes precisam de homens fortes ao seu lado, não atrás. Não existe redenção para elas, é tudo tão difícil quanto.

E eu nem comecei a falar sobre o trabalho de câmera e da trilha sonora. Perfeição, essa é a palavra.

E ela nunca foi tão pessimista (otimista) e cinza (colorida). Genial.




Observação importante: além de tudo isso, todo o elenco é lindo. Até mesmo quando não é.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Heroes

- - - de Rafael, para o na Vitrine.




Terminei de assistir Heroes, o seriado com a trama em que eu mais apontei defeitos em toda a minha vida. E, no entanto, recomendo porque o resultado final é muito bom.

Heroes tem como protagonistas pessoas até então “normais” por todo o globo, que, porém, descobrem em si certas habilidades. Alguém já viu X-Men? É exatamente aquilo. A mesma combinação “evolução da humanidade” e “mutações genéticas” e “seleção natural”. Entre os poderes desenvolvidos estão: voar, viajar no tempo, ler mentes, etc etc etc. Muito batido, não? Cientificismo barato? Verdade.

Mas Heroes é singular por suas personagens. Todas muito bem construídas, todas cativantes e reais de alguma forma. O emaranhado de relações formado capítulo após capítulo é delicioso. Tudo bem, tem mais um clichè entoando o todo: “o destino os liga”. Mas enfim, nada é perfeito.

A verdade é que esse seriado me fez engolir um bocado do meu orgulho, porque apesar de toda a crítica que eu fazia a ele – e, amigo, é muito fácil criticá-lo –, eu não podia negar que, capítulo após capítulo, eu me sentia mais impelido a continuar assistindo. Os roteiros são excelentes. O fluxo do texto é encantador.

E o final não deixa a desejar.

Eu ainda mantenho dúvidas quanto a segunda temporada. Pra mim, é impossível que ela seja tão cativante como a primeira e, no momento que a série cair no lugar-comum, vai ficar chato. Mas permita-se acompanhar a primeira temporada. Não há porquê se arrepender.



Gênero: Drama, Ação
Criado por: Tim Kring
Tempo de Duração: 42 minutos p/ episódio, aproximadamente
Lista de Episódios:
01 "Genesis" (Gênese)
02 "Don't Look Back" (Não Olhe Para Trás)
03 "One Giant Leap" (Um Grande Salto)
04 "Collision" (Colisão)
05 "Hiros" (Hiros)
06 "Better Halves" (Caras Metades)
07 "Nothing to hide" (Nada a Esconder)
08 "Seven minutes to midnight" (Sete Minutos Para Meia-Noite)
09 "Homecoming" (Indo para o lar)
10 "Six Months Ago" (Seis Meses Atrás)
11 "Fallout" (Inimizade*)
12 "Godsend" (Benção Divina)
13 "The Fix" (O Conserto, A Dose)
14 "Distractions" (Distrações)
15 "Run!" (Fuja!)
16 "Unexpected" (Inesperado)
17 "Company Man" (O Homem da Companhia)
18 "Parasite" (Parasita)
19 "0.07 Percent" (0.07 %)
20 "Five Years Gone" (Cinco Anos no Futuro)
21 "The Hard Part" (A Parte Difícil)
22 "Landslide" (Vitória Esmagadora Na Eleição)
23 "How to Stop a Exploding Man" (Como parar um homem que explode)



SITES PARA DOWNLOAD NA BARRA LATERAL

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Zodíaco

- - - de Rafael, para o na Vitrine.


Título Original: Zodiac
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 158 minutos
Site Oficial: www.zodiacoofilme.com.br
Direção: David Fincher

Sinopse: Um assassino que provoca através de cartas e enigmas coloca a população de San Francisco em pânico. Dirigido por David Fincher (Seven) e com Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo, Robert Downey Jr., Chloë Sevigny, Brian Cox e Dermot Mulroney no elenco.




Antes de começar a escrever sobre o filme, fiz questão de procurar na internet a opinião de outras pessoas que também o viram, porque, eu mesmo, não consigo formar um parecer terminativo. O que eu li explica muita coisa. Existem basicamente dois tipos de crítica: uma extremamente positiva e outra extremamente negativa. Devido ao mesmo motivo: o filme “murcha” do meio para o fim. Seguem exemplos, retirados do site Adoro Cinema:

"A morte é algo inevitável e qualquer filme do David Fincher é bom. Estas são as únicas duas certezas da vida." (Helena Carvalho)


"O roteiro tinha tudo para ser bom, mas no decorrer do filme se torna cansativo e confuso". (Gílson Weyne)


A conclusão que eu tirei é que existe muito maniqueísmo para eu simplesmente chegar aqui e dizer: o filme é ruim. O filme é bom.

Zodíaco é o terceiro filme sobre o serial killer que aterrorizou San Francisco, enviando cartas de teor mórbido a serem publicadas na grande mídia e ameaçando causar maiores tragédias, não fosse atendido. Esse mesmo assassino não foi encontrado até hoje. O filme é baseado na versão de Robert Graysmith (interpretado por Jake Gyllenhaal), um tímido cartunista que se sente responsável por descobrir quem é o homem por trás do codinome “Zodiac”.

A violência de que Zodiac se vale para matar é o principal responsável pelo clima de suspense durante a primeira metade do filme. Porém, o tempo passa e nenhuma evidência é encontrada para apontar suspeito algum. É quando o filme se transfigura em um baita drama policial. A falta de provas concretas, a insistência de Graysmith ao se intrometer no trabalho investigativo, o medo que não abandona nunca a vida de cada personagem da cidade...

O que os admiradores chamam de “genialidade” é a forma como Fincher usa recursos estilísticos para não deixar o suspense inicial morrer: a trilha sonora é fantástica, a fotografia majestosa te faz perder o fôlego e a metalinguagem te transporta para fora das telas até a realidade. Um ponto alto do filme é quando Graysmith sai de uma sala de cinema, onde assistia a um filme baseado na saga do serial killer. Daí você pensa: “Certo, o assassino está vivo e esse homem está assistindo ao mesmo filme que eu, agora” (...) “Ele vai morrer?” (...)

Quem é o assassino? Não sabemos até hoje. Assim, o filme acaba e não há conclusão. Não poderia haver. Não havia provas. O que não impede a existência de teorias e várias delas são profundamente exploradas no desenrolar da trama. O filme te faz pensar até onde a existência de provas é necessária para se ter certeza de algo e até onde a intuição humana é falha. Será que o trabalho dos investigadores profissionais foi tão longe quanto o de Graysmith? Aliás, e se o suspeito do cartunista for o verdadeiro assassino? Questões que não podem ser respondidas e talvez tenham frustrado quem esperava um filme mais “tradicional”. Questões interessantes que em certos pontos levam a questionar a própria realidade.

Ainda assim, o filme é longo e eu saí do cinema ligeiramente desapontado. Ainda não sei dizer se foi bom ou ruim. Apenas que vale à pena. Talvez eu não tenha me identificado com o estilo – não sou o maior amante de suspenses, quanto mais policiais. Talvez.

domingo, 17 de junho de 2007

Friday Nigth Lights

- - - de Tereza, para o na Vitrine.















Com Kyle Chandler e Conni Britton



Finalmente chega ao Brasil a muito bem falada série norte-americana sobre... futebol americano. Calma volta aqui, não é o que você está pensando. Não é preciso entender as regras do jogo ou pra que diabos um quaterback serve. A história é sim sobre futebol, mas poderia muito bem ser sobre uma sociedade pesqueira ou agrícola.
A proposta do seriado é mostrar o que acontece quando uma cidade se orienta ao redor de apenas um evento, nesse caso a temporada de futebol colegial.
O primeiro episódio trata do técnico Eric Taylor, que acabou de ser promovido pra head coach, na cidadezinha de Dillon, mais texana impossível, para treinar os Panthers, que vão começar a temporada sexta-feira. Diferente da forma clássica do conto de esporte, time/jogador/animal loser e desacreditado treina e se supera tanto que se torna o melhor, os Panthers não tem nenhum problema de reputação. Eles já são os melhores, dois de seus jogadores já são estrelas e tem o futuro garantido em universidades e até em times profissionais. O problema é corresponder a expectativa, continuar no topo. E aí acontece o jogo, não tão fácil quanto fora esperado. O ataque corresponde, mas a defesa apanha. Tudo parece que vai desandar, o que só piora quando a estrelinha do time, Jason Street, bom filho, bom aluno, bom amigo, excelente jogador, se acidenta.
Cabe ao quaterback reserva, que nunca tinha feito uma jogada importante, dar vida nova ao time e levá-los, quem sabe, à vitória. Em uma palavra, intenso.
Esse é basicamente o roteiro, mas se engana quem achar que é essa a questão. O clima de pessimismo e sufocamento é reforçado pela câmera nervosa e o tom cinza. Desde do primeiro lance (hehe) tem-se a impressão de uma tragédia iminente e sabe o que mais, pode ser muito bem isso que vá acontecer. Assuntos como racismo, religiosidade e a incapacidade de fugir do sistema são abordados. Dillon é uma panela de pressão prestes a estourar. Uma série diferente, com certeza
Reserve suas sexta-feiras, você pode se surpreender.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Não Por Acaso

- - - de Rafael, para o na Vitrine.


- - - EM CARTAZ, ASSISTA! - - -

Título Original: Não por Acaso
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 90 min.
Direção: Philippe Barcinski
Site: http://www.naoporacaso.com.br/base.html

Sinopse: Um acidente de carro muda a vida de dois homens que gostam de levar a vida de forma programada. Com Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros, Cássia Kiss, Letícia Sabatella e Graziella Moretto.


"2 segundos podem mudar sua vida..."

Esse é um daqueles que você sai e tem orgulho do cinema brasileiro. É daqueles que você pára e pensa como existem grandes atores e grandes escritores nessa terra.

O filme tinha tudo pra ser complicado e confuso, porque as histórias construídas são bastante desconexas. Porém, o roteiro dá o perfeito sentido da coisa e, por um momento, você tem a perfeita impressão de que tudo é linearmente plausível. O filme tem seu tempo, suas jogadas. Ele respira, e volta.

Basicamente, é a história de dois homens. Ênio, que vê a vida com os olhos de um operador de tráfego; que trabalha observado a cidade de cima, bem de cima, e chega a comparar o comportamento humano ao de moléculas. Em suas palavras, o trânsito é um perfeito sistema descrito pela dinâmica dos fuidos, as rodovias fucionam como encanamentos por onde passa água. E pedro, um construtor de mesas de sinuca e também um exímio jogador. Prever as coisas, antecipar o terreno, manter tudo bem programado. São esses nossos protagonistas, que acabam sendo ligados por um único evento. Uma tragédia que poderia ter sido evitada por muito pouco, se fosse possível prevê-la. Como se fosse possível prever alguma coisa!

Destaque também para a trilha sonora, digamos, pouco convencional.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Resultado da Enquete

Resultado

Ficam os que tem 0 ou -1 pontos.
Foram 18 vencedores, e acima temos 19 quadros.
Por faltarem representantes da linguagem Teatro, duas máscaras foram arbitrariamente incluídas. ;]

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Inesquecível

- - - de Rafael, para o na Vitrine.


Título Original: Inesquecível

Gênero: Drama
Tempo de Duração: 90 minutos
Direção: Paulo Sérgio de Almeida

Sinopse:
Um famoso ator vive o melhor momento de sua vida, tanto pessoal quanto profissional. Porém pouco antes de morrer ele descobre que sua esposa teve um caso rápido com seu melhor amigo. Com Murilo Benício, Caco Ciocler e Guilhermina Guinle.





Você pensa que a história é uma, você pense de novo, porque está enganado. E, na verdade, ninguém perde muito não se dando ao trabalho.


O filme é uma pequena crônica (pequena mesmo: uma hora e meia de filme) sobre um relacionamento com quê de triangulo amoroso, porém mal resolvido. É um pouco sobre os joguetes malvados da vida, um tanto sobre ciúme e desconfiança, e tudo de uma forma bem simplória.


Uma história singela, com roteiro singelo, interpretado por atores que poderiam ter sido menos singelos. É a singelesa desse filme que não me permite ir adiante. Basta.

Premonições

- - - de Tereza, para o na Vitrine.


Título Original: Premonition

Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 110 minutos
Site Oficial: www.sonypictures.com/movies/premonition
Direção: Mennan Yapo

Sinopse: Uma dona de casa é avisada que seu marido morreu em um acidente de carro. Porém no dia seguinte ela acorda e tudo está normal em sua vida, assim como seu marido está vivo. Com Sandra Bullock.





Filme de suspense com elemento sobrenatural em que você questiona a sanidade da protagonista. Já viu essa história antes? Eu também.

Premonições é daqueles filmes que tenta ser bom por ser confuso e acaba sendo só confuso. O que no ínicio seria um suspense (sem susto nenhum) lá pela metade do filme se torna um romance açucarado sobre a possibilidade de segundas chances.

A história é a seguinte Linda, mãe de duas filhas, com um casamento de não sei quantos anos que está começando a ficar chato, descobre que seu marido morreu de um acidente de carro no dia anterior. Até aí tudo bem, é delicioso ver Sandra Bullock no papel de mãe, e alguns ângulos de câmera te fazem até acreditar que algo emocionante vai acontecer.

Teoricamente acontece, afinal Linda acorda no outro dia somente pra descobrir que o marido tá vivinho da silva. E aí o "mistério" começa. Você vai ver Linda acordar pelo menos mais sete vezes, cada dia numa ordem diferente e vai tentar montar com ela o nada sutil quebra-cabeça que cerca a morte do moço.

Quer dizer, demora pelo menos umas quatro acordadas pra ela pensar na ideia de um calendário e quando ela vai em um padre pedir orientação você já quer jogar as mãos pro alto em frustração.

A história é meio burra, mas pra ser justa eu até acho que a Sandra está bem. Quando Linda se pergunta se talvez a morte fosse destinada a ocorrer e que ela não devia fazer nada sobre, o filme parece que vai mostrar alguma inovação.

Você "descobre" que o amor sempre salva, não importando as circunstâncias e que talvez o destino seja possivel de ser tapeado.

Enfim, no clímax do filme eu ouvi mais que um grito de "Seu idiota" no cinema e juro que não fui eu falando comigo mesma.

Se você não tiver absolutamente mais nada pra fazer assista, e depois venha me dizer o que achou.

das Boas Vindas e dos Motivos

Bem vindo ao na Vitrine.
Dá-me enorme prazer inaugurar este blogue e pô-lo no ar.

Este é um espaço interativo dedicado à crítica do que há de atual, ou às vezes não tão atual, mas fundamental de alguma forma; no universo cultural em que vivemos. O objetivo dos posts será principalmente o de informar, avaliar, sugerir e debater obras como filmes, CDs, videoclipes, livros e outras manifestações não menos importantes de Arte.

Para tanto, contamos com um grupo de autores que, apesar de estarem longe do academicismo inerente à Crítica Especializada, não são por isso menos apaixonados e eloqüentes. Esperamos humildemente construir um ambiente em que, de alguma forma, o leitor se encontre em suas opiniões e tendências e que, juntos, possamos estar, sempre, aprendendo sobre o nome daqueles que vão à frente.


- - - Rafael, para o na Vitrine.

na Vitrine.