quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Juno

- - - de _Tereza, para o na Vitrine.


Se você for parar pra pensar, o grande mérito de Juno não é a atuação brilhante da protagonista, ou o ritmo impecável do roteiro, ou a trilha sonora pra lá de kick-ass, mas sim que daqui a uns anos, quando meus futuros filhos me perguntarem como eu era quando adolescente eu só vou precisar mostrar esse filme pra eles. E se algum perguntar se eu tive um filho com 16 anos e dei pra adoção eles vão mais que merecer um tapa na orelha, porque sério, não é essa a questão do filme.

Juno é talvez o filme mais geracional dos últimos tempos, e mostra que talvez nem tudo esteja perdido, porque crescer hoje em dia, ser uma menina hoje em dia, não é tão ruim assim.

Você pode ser sarcástica e ao mesmo tempo uma romântica idealista, você pode achar graça nos adultos a sua volta e ainda sim se sentir perdida quando eles te decepcionam, e sim, esqueçam essa historia de ser platonicamente apaixonada pelo atleta da escola, pois como diria o produtor de Heroes, o século XXI pertence aos geeks, e se o seu melhor amigo é um desses e ainda por cima te acha linda não importa como, esse é seu cara.

Eu estava lendo crítica de um cara, em que ele perguntava onde estavam garotas como a Juno no highschool dele. Eu só posso dizer, década errada amigo, porque eu conheço tantas Junos que nem tem graça. Não é que eu e a Juno sejamos a mesma pessoa (ela é tranquila demais, na sua situação, pro meu gosto), mas somos definitivamente o mesmo tipo de pessoa.

Porque ficar falando em mais gírias do que palavras de verdade em uma frase e ainda assim demonstrar inteligência é um truque complicado, mas não impossível. Ou então discutir mestres do terror italiano ou o melhor ano pra se ser roqueiro (pra Juno é 77, pra mim, algo entre 65 e 68) sem parecer pretensiosa ou full of shit. E ainda assim nós temos um coração.

Eu percebi que esse filme deve surpreender aqueles que ainda acham que nossa geração se espelha em figurinhas como Regina George ou Marisa Cooper, quando na verdade a gente quer se distanciar dessas pessoas o máximo possível. The beautiful people é boring, o que tá na moda é ser quirky, expressão em ingles que eu nem sei muito o que significa, mas que aparentemente tem a ver comigo.

Pra qualquer um que assistou um episódio sequer de Veronica Mars nada em Juno deve ser além de familiar, porém não deixa de ser extremamente agradável de assistir, com sua história agridoce que tem um final feliz tão bonitinho que dá vontade de suspirar. E flanela é tudo de bom!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Avatar - A Lenda de Aang



- - - de _Renata, para o na Vitrine.






Ah, Avatar...





Primeiramente, o mais importante: Avatar não é anime. Avatar é uma animação americana com o custo de 1 milhão de doláres por episódio (de acordo com meu primo, Felipe Benévolo, formado em comunicação social na UnB) e foi co-criado por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko com as bençãos dos estúdios da Nickelondeon (o que na minha opinião, teve seu *** salvo por esse dois gênios) e é simplesmente o máximo!

Avatar é a união perfeita do que tem de bom em um cartoon, com o que tem de bom em um anime. Piadas inteligentíssimas, beijos (conta nos dedos quantos animes você já viu com beijos, mas daqueles de verdade, não os selinhos idiotas que Karekano tem), romance, cenas de ação hiper-mega bem feitas, sonoplastia de qualidade e personagens fodásticos.


O Zuko é tudo na minha vida, o Tio Iroh comanda, a Azula é muito louca, o Aang é engraçado, o Sokka é hilário, a Toph é demais (como ela mesma diz), a Katara é de boa, eu adoro a Ty Lee e a Mai e isso é pouco. Enredo e narração viciante, desenrolar dos acontecimentos de não querer levantar da cadeira e enfim... Meu estômago revira só de pensar que eu fiquei de fora de um projeto lindo como esse... É tanto esse tipo de coisa com que eu quero trabalhar...


Eu nem vou falar da história, porque eu quero que vocês vejam por si mesmos. Vale a pena se surpreender.

E sim, o menino tem uma seta azul na cabeça. Eu descobri que muita gente tem preconceito com o desenho por causa disso, mas acreditem a seta é totalmente ignorável e justificável.









Só para constar que eu tive um sorte enorme de conhecer uma hacker da net que colocou toda a 1a e 2a temporada para mim em 4 DVDzinhos. Sou eternamente grata à ela...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

10 CDs que eu não aconselho morrer sem tê-los escutado (Lado B)

- - - de Rafael, para o na Vitrine.

6. Barulhinho Bom (Marisa Monte)

Devido sua influência, importância e popularidade, Marisa Monte já se tornou um clichê, não levando para o lado pejorativo da coisa. Poucas foram as cantoras nacionais que adquiriram tamanho prestígio. Barulhinho Bom é uma compilação de gravações ao vivo de seus então maiores sucessos, óbvio, e algumas novas músicas de estúdio (dessas, poucas de maior relevância). O set-list do show e, mais importante, os arranjos inéditos fazem desse CD um "imortalizável".

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7. Daqui pro Futuro (Pato Fu)

O último trabalho do Pato Fu, com quê de alternativo por ter sido divulgado e vendido via internet, sem produtora e tudo o mais. De qualquer forma, considero como um dos melhores CDs da banda, não por possuir as melhores músicas, mas por só ter músicas boas.

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8. Le Tango des Gens (Sanseverino)

Um CD de inspiração jazzística, mas com sonoridade muito próxima a das chansons française. Não preciso nem dizer por que eu amo esse cara, né? Com sua voz rouca, seu falar apressado, ele canta na língua dos apaixonados canções cômico-satíricas ou simplesmente inconvenientes. C'est super.

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9. Underground - soundtrack (Goran Bregovic)

Trilha sonora do filme de Emir Kusturica que, para ser sincero, nunca vi. Fiz o download desse CD meio que por acaso, nem sabia o que era e, quando ouvi, foi paixão à primeira vista. Primeiro, pela força da percussão, são músicas bem ritmadas e alegres, mas, principalmente, pela nacionalidade bósnia do compositar Goran Bregovic. Sempre tive uma admiração especial pela música árabe e existe uma grande ligação aqui. Sei que bósnios não são necessariamente árabes, mas existe uma semelhança de culturas porque ambos são grupos étnicos predominantemente mulçumanos (espero que eu não esteja falando besteira). Anyways. Essas aqui são magiares.

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10. Idem (Móveis Coloniais de Acaju)

O estilo desses caras? Bem, eles tomaram a iniciativa e adotaram o termo "feijoada búlgara" para a pergunta. A verdade é que o Móveis Coloniais de Acaju não se resume a um único estilo. Dentre as principais tendências em sua música destacam-se o rock, o ska, algumas levadas de samba, influências de ritmos do leste europeu (como Emir Kusturica & the No Smoking Band), e, ahm, como eu posso dizer?, música de circo. Usando timbres bem abertos de metais em consonância com levadas inconstantes e até mesmo esdrúxulas de bateria, o "Móveis..." vem se destacando e crescendo de forma surpreendente no cenário independente brasiliense, conquistando já fãs por todo o Brasil.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

10 CDs que eu não aconselho morrer sem tê-los escutado (Lado A)

- - - de Rafael, para o na Vitrine.


1. Back to Black (Amy Winehouse)

Foi com esse CD que a carreira da inglesa Amy Winehouse adquiriu proporção internacional, a partir do frissom causado por Rehab. Não é pra menos: a cantora mostra uma voz poderosa e arrebatadora, uma fusão muito madura de ritmos como o jazz, black music, hip-hop e soul. Imperdível mesmo.

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2. International Velvet (Catatonia)

A banda galesa Catatonia separou-se em 2001, mas deixou um trabalho valioso para o atual noise, sendo uma divisão de marés entre o pop e o indie. A voz rasgada de Cerys Matthews e as letras complexas, repletas de intertextualidade e paralelismos são marcar do estilo.

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3. Roda de Funk (Funk Como le Gusta)

Funk como le Gusta é o protótipo de Big Band que adquiriu maior influência no cenário da música nacional. Acrescentando aos já consagrados soul e jazz a estrutura e a energia dos ritmos latinos, Funk como le Gusta reinvintou o seu próprio conceito de funk muito antes da atual imposição da mídia das levadas correntes nas favelas cariocas. Esse CD conta com a participação de Fernanda Abreu e Sandra de Sá.

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4. The Libertines (The Libertines)

A banda surgiu na virada do milênio, entrando na onda do pós-punk assim como The Strokes, Arctic Monkeys e o já estabelecido The Cure. O CD é um ótimo repositório de baladas e de músicas dançantes, fungindo, no entanto, da superficialidade.

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5. Bloco do Eu Sozinho (Los Hermanos)

Antes de adquirir repercussão nacional, a banda de Marcelo Camelo passou por diversas fases: começou hardcore, tentou flertar com ritmos latinos (daí o nome Los Hermanos), foi se tornando mais doce, romântico e explodiu com o sucesso abrupto do hit Anna Júlia, de seu primeiro CD. Bem, Bloco do Eu Sozinho foi o CD sucessor que veio pra dizer que "Então, galera, Los Hermanos não é bem isso". O lirismo das letras não abandou o repertório da banda. No entanto, o "Bloco..." trouxe um material sonoro de notória riqueza harmônica, um uso acentuado de metais e uma liberdade rítmica inovadora. Considerado por muitos como o início do verdadeiro Los Hermanos, Bloco do Eu Sozinho resume bem o que esses mineiros cariocas têm a oferecer: Euforia e Melancolia em perfeito sincretismo.

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Continua...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Go, Speed Racer, Go Speed Racer, Gooooo!

- - - de _Renata, para o na Vitrine.


Então, apresentar trailers é divertido.




Gostei do casting e da adaptação, com cenários mais coloridos e aposto que Christina Ricci vai deixar a Trixie menos chata. E eu arrepiei toda quando a música tema tocou no início.
Eu adorava o anime quando criança *.*

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Batman Dark Knight - Trailer Oficial

- - - de _Renata, para o na Vitrine.



Data de lançamento mundial: 18 de julho de 2008

Um trailer muito bom, mas estranho porque não mostra muito o Bruce nem o Batman, só focando no Coringa que Heath Ledger interpreta maravilhosamente bem (será que supera o de Jack Nicholson?).
Interessante o casting desses filmes. O Christian Bale ficou ótimo, Michael Caine é o melhor mordomo ever, assim como Cillian Murphy e Liam Neeson nos papéis de vilões do primeiro filme... Mas eles simplesmente não conseguem acertar na heroína... Em Batman Begins, aquela sem-sal-açúcar-ou-qualquer-outra-coisa da Katie Holmes e agora essa Maggie Gyllenhaal, que ficou até bem legal em Mais Estranho que a Ficção mas não acho que encaixa no clima que Dark Knight deveria passar.


Mas mesmo assim... Just can't wait!

domingo, 9 de dezembro de 2007

Some Kind of Wonderful





- - - de _Tereza para o na Vitrine.















Jonh Hughes é o diretor/produtor/roteirista por trás de grandes clássicos teens dos anos 80, como Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles), Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller´s Day Off), O Clube dos Cinco (The Breakfast Club) e Mulher Nota Mil (Weird Science). Seu estilo influenciou toda sua geração e a seguinte, sendo que seus clichês se encontram desde Te pego atrás da escola, Patricinhas de Beverly Hills e até o mais recente Mean Girls.




Dito isso, eu sempre me senti um pouco alienada que meus dois filmes favoritos do gênero, embora influenciado por Hughes, não têm ligação direta com ele. Namorada de Aluguel e O Menino que Sabia Voar são dois filmes "menores" o segundo até divergindo pra uma semi-fantasia, mas eu não posso evitar, a romântica dentro de mim adora um Peter Pan e tem uma certa coisa por cemitérios de avião. Na minha opinião, "Namorada ..." tem a melhor cena final da história do cinema e a trilha sonora tem até Beatles.



A maioria das pessoas que eu conheço considera Ferris o melhor do gênero, e eu nunca neguei isso, é muito bom, só não é o meu favorito. E depois que eu vi Pretty in Pink eu cheguei a conclusão que prefiro Hughes como lançador de tendencias do que como cineasta. Isto é, até ontem.



A primeira vez que eu ouvi falar em Some Kind of Wonderful (que em português tem o tosquíssimo nome de Alguém Muito Especial) foi em Gilmore Girls, a Lorelai descrevendo o filme e apontando como um dos seus favoritos, junto de The Way we Were e Nasce Uma Estrela. Bom gosto indiscutível. Some Kind of Wonderful é oposto complementar de Pretty in Pink. Ou seja, é bom.


Ambos os filmes tem como foco um triangulo amoroso, entre o protagonista, classe média baixa americana com tendências artistícas, o objeto de desejo dele, popular e/ou rico cercado de babacas, e o melhor amigo, que de repente se descobre apaixonado.





As diferenças são basicamente de gênero e de tom. Some Kind of Wonderful é sobre um menino e duas garotas e é provavelmente o filme mais sério de Hughes e Pretty in Pink, o vertice é uma menina e ainda é dado a cenas bobas ou surreais.







Eu acho que o fato de SKoW ser tão melhor pra mim é que é muito mais fácil de me identificar com a tomboy, que é apaixonada pelo melhor amigo, que por sua vez é apaixonado pela menina mais popular da escola, do que alguém que está presa entre dois babacas, o melhor amigo que é o tipo de patinho feio que nunca vira cisne, e o covarde mor da escola, que convida e depois desconvida ela pro baile, supostamente porque ela é pobre. E eu devo achar isso bonitinho, romântico? Idiota isso sim.


O engraçado é que a melhor amiga, Watts (Mary Stuart Masterson) é muito mais bonita que a popzinha Amanda Jones ( Lea Thompson), mas isso pode ser porque eu sou total sucker por meninas de cabelo curto. O protagonista, Keith Nelson (Eric Stoltz), também é all kinds of hot, e olha que eu nem gosto de ruivos, mas fazer o quê, ele é parte pintor, parte mecânico e tem uma cena que focalizam nas mãos dele sujas de graxa que simplesmente, ai ai.

Todos os tres atores tem química das melhores, e todos dão performances acima da média, mas é Masterson que rouba o show, toda cena em que ela aparece é impossivel desviar atenção pra outra coisa. Ela mostra despespero e paixão não corespondida com graça e dignidade dificeis de alcançar. E ela é simplesmente adoravel.


Os coadjuvantes são top de linha. O pai, mistura de orgulho e preocupação tem um gosto de realidade dificilmente apresentado em filmes do gênero, e a irmã pentelha é o alivio cômico na medida certa. Mas o meu favorito é o Duncan, a princípio bully que no final se torna amigo do nosso herói.



O filme é um romance, sim, mas é também sobre as coisas que você deve fazer pra se tornar a pessoa que você deseja ser. As vezes é ir numa festa sabendo que você vai apanhar dos amigos atletas do ricaço da escola, as vezes é descobrir que se pode viver sem pegar emprestado coisas de pessoas que nem gostam tanto assim de você, ou ás vezes é servir de chaufer para o encontro do amor da sua vida com outra pessoa, mesmo que isso parta seu coração.


A trilha sonora, que há uns anos atrás seria considerada brega, nessa moda oitentista de agora é nada além de muito cool, com versões sintetizadas de Rolling Stones e Elvis Presley.


E apesar de o final ser realmente apressado, esse filme supera o gênero e entra pro hall daqueles que você pode assistir vinte mil vezes sem nunca enjoar.



PS: A cena do primeiro beijo pode ser considerada no mínimo antológica.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A Loja Mágica de Brinquedos


- - - de Tereza _, para o na Vitrine.


Já faz um tempo que eu deixei de assistir filmes teoricamente infantis no cinema. Deixa eu reformular, sim eu assisto desenhos, sim eu assisto épicos de fantasia e meu, nenhum filme do Tim Burton pode ser considerado infantil. Mas em relação a "Terabitas" e "Oh não! Ficamos presos no aeroporto no Natal", é, eu prefiro esperar pra ver na tv (e sim, eu vou assistir quando passar).
Mas quando eu vi que "A Loja..." tinha o Dustin Hoffman e a Natalie Portman ultra-cute com cabelo de menininho eu não podia não assistir. Depois eu ainda descobri que o roteiro foi escrito pelo mesmo cara de Mais Estranho que a Ficção.
Perfeito, não? Eh, não...


O negócio com esse filme é o seguinte, ele tinha potencial pra ser o melhor filme de todos os tempos, mas acaba sendo uma decepção. Primeiro, enquanto eu assistia o filme eu notei que a direção era no mínimo estranha, algumas cenas duravam um segundo a mais do que deveriam e os closes eram muuuuuuuuuuuuiito justos. Assim, eu sei que a Natalie Portman é uma das criaturas mais fofas que já pisou na terra, mas eu não preciso ver todos os poros do rosto dela pra perceber isso. E ninguém precisa de tanto CGI pra entender que a loja é mágica. Sinceramente as cenas mais simples são as mais bem feitas, será que ninguém nunca ensinou pra esse diretor que menos é mais?


Depois, o roteiro, de que adianta ter personagens carismáticos, e isso eu não questiono, se a história não tem propósito? O Jason Bateman faz supostamente o antagonista do filme mas tudo que ele faz é discutir um ponto com a Natalie: "Eu não acredito que a loja é mágica" "Isso é porque você é um contador sem coração. Acredite em mim, ela é mágica, eu sei disso porque eu sou música, portanto superior emocionalmente a você" "Okay, eu acredito, agora eu vou abraçar macaquinhos de pelúcia" E é isso! Todo mundo faz esses discursos grandiosos pra convencer outras pessoas de coisas completamente óbvias. Esse é o filme.


O menino que é, também, ultra-fofo, não consegue ter amigos e tem uma coleção de chapéus destoa um pouco da história, embora seja o narrador, mas o arco dele não é finalizado, de nenhum dos personagens é, porque o filme acaba do nada. Mas do nada mesmo. Eu já vi filmes terem finais abruptos, mas um igual esse, nunca.
Será que nunca ninguém ensinou ao roteirista que histórias precisam de conclusão? Não, sério, quem que termina um filme em seu climáx? A impressão que eu tive é que o cara tava escrevendo, chegou nessa parte, não conseguiu pensar num final decente e decidiu terminar por ali mesmo.

Falando assim, até parece que é o filme é o pior do universo, o que não é verdade, tem suas coisas boas (uma delas é o figurino da Natalie Portman, eu quero todas as roupas dela pra mim), mas é só que podia ser tão melhor. Sigh... Nem a trilha sonora salva.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Gossip Girl




Warner Channel, às quintas-feiras
20:00 h




de Renata, para o na Vitrine.






Eu que vou quebrar o hiatus de mais de um mês? Que legal!


Na nova safra de séries que estréiam este mês na Warner, um elemento em particular chamou a atenção desta vestibulanda levemente irresponsável.



O draminha Gossip Girl. Óbvio substituto de O.C (e seu final intragável) para o público pré-adolescente (que espera ansiosamente que suas vidinhas sem-graça se tornem tão emocionantes quanto às da televisão) e adolescente mesmo (que sabe que não daquele jeito meeeesmo). No entanto, Gossip Girl, baseado no livro de título homônimo da autora Cecily von Ziegesar, vai muito além de substituir O.C.


Gossip Girl é O.C.



Sim, houve algumas alterações. Deixem-me explicar em dois tópicos:



1 - O cenário. Em vez das praias quentes da Califórnia e suas mansões com chão de mármore encomendado da Espanha, que fornecia garotas esculturais desfilando em biquínis e shortinhos de 15.000 doláres, temos a fria Nova York e seus prédios chiquérrimos cujos alugueis alimentariam crianças africanas por anos a fio, e garotas esculturais desfilando em casacos pesados feitos de sabe Deus o que, mas com preços acima de 30.000 doláres, sem dúvida.



2- As personagens. O centro da série é Marissa Cooper, que voltou do túmulo com um pouquinho mais de simpatia e miolos, dessa vez na pele de Serena van der Woodsen (Blake Lively), mas ainda sendo o sonho de consumo de todos os seres vivos que a rodeiam e questionando sua existência nos goles de álcool que toma por dia.





Serena-Marissa, no início do primeiro episódio, acaba de voltar para N.Y de um colégio interno onde tinha ficado por meses, sem dar satisfação a ninguém, inclusive sua melhor amiga, Blair Waldorf (Leighton Meester), ou Summer Roberts, se vocês preferirem.

Blair-Summer também mudou um pouquinho, está bem menos tolerante e bem mais irritante porque não tem mais seu Seth Cohen a tiracolo. Blair é praticamente casada com Nate Archibald (Chace Crawford) uma personalidade nova na trama. Ele faz um papel de pobre-menino-rico que me surpreendeu (de tanta pateticidade). Como vocês já devem perceber, Nate morre de amores por Serena e já no primeiro episódio descobrimos que o exôdo de Serena para um internato em Conneticut tem muito a ver com isso.

Ryan Atwood e Seth Cohen se fundiram no melhor personagem apresentado até agora: Dan Humphrey (Penn Badgley). Dan tem a coragem de um e a comicidade do outro e vem com um novo acessório, sua irmãzinha Jenny Humphrey (Taylor Momsen), que graças a Deus não é nada parecida com Kaitlin Cooper ( a irmã da Marissa original, que era tão chata que dava vontade de morrer e matar) e é caloura no colégio onde todos esses adolescentes de 25 anos estudam. Dan também lambe o chão onde Serena pisa, mas no primeiro episódio, pelo menos, ele recebe uma pequena recompensa por isso.


O vilão é Chuck Bass (Ed Westwick). Ele não é de sair batendo em quem não é bem vindo em seu território mas diverte-se em acumular conquistas e seu troféu mais desejado e ainda não adquirido é adivinha quem?


O resto é igual. Os pais dessa galera (cujos atores devem ter no máximo, uns 35 anos) se dividem novamente entre os pólos do bem e do mal que o dinheiro constrói. As mães ainda se preocupam com a aparência das filhas (além das próprias pontas-duplas) e os pais ainda se dobram e desdobram nas artimanhas de poder que constituem as mega-empresas americanas. Sandy Cohen porém, virou um rockeiro fracassado gatíssimo, pai de Dan e Jenny. Mas o engajamento social da série ainda é fornecido por ele. Kirsten Cohen não apareceu e acho que ainda vai demorar para ela dar as caras. Fugiu de casa, a procura de si mesma, aparentemente.


E tudo isso é narrado pela Gossip Girl. Uma espécie de Big Brother da elite de Nova York, onipresente, onisciente e a terceira coisa que Deus é. A voz desse site que todos os High School Kids acessam esperando ver uma pequena menção de si mesmos é da atriz Kristen Bell, a mesma protagonista de Veronica Mars, que a Tê tanto ama

Bom, não preciso falar muito da trama não é mesmo? Americanos jovens, ricos e bonitos e suas situações quase tão catastróficas quanto o Tsunami na Ásia.



Pode não parecer, mas esse post é uma recomendação. É que eu gostava de O.C sabem..





P.S nada a ver com o post. Eu só queria fazer um comentário já que estamos falando de séries e ver se vocês concordam comigo. Eu estava assistindo alguns episódios antigos de FRIENDS e eu acho que o Ross tinha mais razão que a Rachel. Eles tinham dado um tempo e ele estava devastadoramente arrasado e bêbado. Ela é uma exagerada egocêntrica e tinha saído com o Mark no mesmo dia que tinha brigado com o Ross. Eu perdoaria e pouparia mais de sete temporadas de enrolação para que eles ficassem definitivamente juntos.








domingo, 30 de setembro de 2007

Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso)

- - - de Rafael, para o na Vitrine.

Um dos maiores acertos da academia cinematográfica no preciso ano de 1989 foi premiar com o Oscar de melhor filme estrangeiro Cinema Paradiso. Assim, algumas locadoras acabam até considerando a possibilidade de mantê-lo em circulação (na verdade, isso sou eu tentando liberar minha agressividade contra as locadoras de Águas Claras).

Voltando. Eu pensei, na verdade, em postar outra coisa hoje. Uma lista de motivos de por que você não precisa assistir a O Segredo. Mas lembrei que alguém (não vou citar) amou esse filme e resolvi ficar frio. Falar de Cinema Paradiso é muito mais propício, simplesmente pelo fato de esse filme ser maravilhoso.

Qualquer pessoa que se considere minimamente cinéfila tem obrigação tácita de assistir-lhe. A história do cinema antigo é o plano de fundo marcante na trama. Totó (Salvatore Cascio e Jacques Perrin), um bambini italiano nascido na década de 50 (ou 40, mas a história é em 50), tem grande curiosidade pelo ofício de Alfredo (Philippe Noiret), quem opera os projetores de um cinema local. As sessões, cujos filmes são sempre submetidos à censura da igreja, reúnem toda uma comunidade de forma muito diferente das atuais. O cinema é uma distração para o povo, para as massas, e a bagunça é generalizada.

Outras questões também acompanham o desenvolvimento de Totó. A escola, a relação com a família e o seu futuro, em busca de algo que sempre exerceu fascínio sobre ele, além, como sempre, da descoberta do amor.

Mas o mais importante é a simplicidade do filme. A trilha sonora muito fluída do renomado Ennio Morricone soma-se à beleza sutil das imagens, e até das mudanças de foco na própria narrativa.

Cinema Paradiso não apenas fala de cinema, mas é uma das produções mais vigorosas dele próprio. Sua ambientação faceira lhe dá sentido e nos traz, mais uma vez, a imperiosa importância do cinema europeu.

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