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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Harry Potter and The Half Blood Prince


- - - de Renata_, para o na Vitrine.



Harry Potter and The Half Blood Prince. Um filme de esforços. Um bom filme, bem feito, com linguagem rica e bela. Mas definitivamente, abarrotado de esforços.

Esforço número 1: fazer da personagem Gina Weasley uma garota bonita, interessante, notável, sexy, divertida, etc. Ela aparecia em qualquer cena possível de se aparecer, fazendo comentários espirituosos, colocando moral na galera do quadribol, sendo a primeira a perceber a presença de Harry na toca, amarrando cardarços alheios (lição para as solteiras de plantão: mostre-se disposta abaixar-se aos pés do homem que você ama), fazendo uma brincadeira sensual de esconde-esconde em um salão escuro e por aí vai. Aliás, foi um esforço tão óbvio que criaram uma cena especial de Natal, onde a toca é destruída por dois comensais desocupados, só para ela e Harry fortaleceram seu laço de amor eterno, um tentado salvar o outro.

Esforço número 2: Como o livro não possue tantas cenas de ação, e sim mais diálogo, para manter a atenção do pública viva, HBP tornou-se o filme mais engraçado até agora. Onde era possível inserir uma piada, eles nao hesitavam. O que não é necessariamente uma coisa ruim, porque as piadas possuiam certa qualidade e os atores as desenvolveram bem. Oh, well.

Esforço número 3: Manter Harry e Draco nos arcos principais da história. Foi na verdade, um filme sobre os dois, cada um com seu sofrimento e problemas. Hermione só aparecia para chorar, Ron só aparecia, para ahm, ser o Ron. Draco por sua vez, se arrastava pelos cantos do castelo, a mente em turbilhão. Achei que Tom Felton desenvolveu muito bem essa emice, até mandei um recadinho no Twitter para ele falando isso, entre os outros duzentos milhões que ele deve ter recebido desde a estréia do filme. Daniel Radcliff, ahm, fez o de sempre.

Agora, o que me incomodou, verdadeiramente. Primeiro, aquele Dumbledore obtuso que foi criado no filme. Nos livros, Dumbledore é nossa figura de estabilidade, serenidade, nosso porto seguro. Nos filmes, temos aquela criatura epilética e irritante. Eu o detesto, profundamente. Aí o que acontece... No livro, a cena da bebida da poção para se obter a Horcrux causa grande desespero para os leitores, porque Dumbledore mostra-se pela primeira vez, vulnerável e fraco. No filme, daquele ser patético, é mesmo de ser esperar um atitude assim. Uma cena que deveria causar agonia, desconforto e até desespero, tornou-se fraca, plana, totalmente sem-graça.

Outro incômodo meu: todo o conceito e origem das Horcruxs ficaram jogados e mal-explicados. Para quem não leu os livros, pode rolar uma dúvida que provalvemente será explicada por aqueles que leram. É normalmente assim que acontece.

Cortes de cenas dos livros são normais, necessários. Mas eu achei uma pena retirarem as partes que explicam a origem da famíla de Voldemort, como ele foi concebido, porque ele morava em um orfanato, e por aí vai. Para mim, é um dos detalhes mais interessantes da série toda e desvalorizá-los assim é uma verdadeira perda. É uma parte muito rica dos livros.

Gostaria de destacar minha predileção pela cena em que Harry bebe a poção Felix Felicis e participa do velório da aranha gigante. Para mim, foi a mais bem feita e bonita. Uma música ao fundo, Slughorn declamando belas palavras e Daniel Radcliffe em sua melhor interpretação de um usuário de drogas psicotrópicas. Na verdade, acho que ele não interpretou de todo, alguma experiência própria está estampada ali, no olhar desencontrado de Harry. Genial.

Menção honrosa para Lilá/Lavender Brown e seus sábios ensinamentos de como perder um homem, Luna Lovegood ao resgate, em seu vestido feito com os restos daquela porcaria que Hermione usou no baile do 4o filme, Bellatrix e seu lema "eu quero ver o oco" (quem não entendeu, me pergunte depois), mamãe Narcissa e seu cabelo de Pepé Le Pew, e ah, Snape. Maravilhoso, profundo, misterioso, genial, Snape.

Há quem reclame das cenas finais. O funeral teria sido interessante de se ver, figuras importantes dos livros, mas não foi uma perda total. Mas Snape gritando "DON'T CALL ME COWARD, POTTER!" com o fogo da casa de Hagrid como fundo também fez falta, é um momento de forte intensidade no livro.

No geral, foi um filme bom. Não foi o melhor, muito menos o pior.

Na verdade, aumentou minha vontade para os próximos dois. Esses sim, quero só ver como vão ficar.

quinta-feira, 12 de março de 2009

As Questões de Watchmen

- - - de Rafael, para o na Vitrine.

É comum dizer que um bom texto, seja um livro, um filme ou uma HQ, é bom quando nos põe a pensar, suscita dúvidas e questões pertinentes e, de certa forma, apura nossa visão de mundo. A obra de Alan Moore e Dave Gibbons sem dúvida se enquadra nesse perfil. Aqui, pretendo escrever um pouco sobre minha visão particular de quais são essas questões, e como compreender Watchmen, filme e HQ. Mais uma vez, não vou me preocupar em fazer uma apurada análise técnica. Escrevo para um público que tenha conhecimento do texto, pois podem haver spoilers (não muitos). Acredito que essa análise seja ainda mais valiosa para aqueles que apenas assistiram ao filme. Os que leram a HQ provavelmente já se confrontaram explicitamente com grande parte das questões abarcadas. No entanto, um releitura sempre ajuda a organizar o pensamento e consolidar nossas opiniões.

O principal objetivo de Watchmen chega a ser óbvio: a desconstrução do mito do super-herói, trazendo essas lendárias figuras para o mundo real. Não exatamente para o nosso mundo, mas para uma realidade paralela semelhante, diferindo apenas pelas consequências trazidas pela existência desses heróis. Tradicionalmente, o universo dos super-homens é o ambiente de personalidades linearizáveis, onde bem e mal não se misturam. Só de olhar é possível identificar bandidos e mocinhos. Na roupagem realista que Watchmen propõe, não há espaço para tais maniqueismos. Temos personagens humanas, nem sempre boas ou más, e sim tridimensionais. A primeira questão, então, que esse tipo de contexto propõe é:

Em um mundo como o nosso, qual seria o verdadeiro papel de um super-herói? Como lutar contra o mal quando ele não está mais tão convenientemente caracterizado por uma figura central, arqui-inimiga?

Os diferentes mascarados têm particulares respostas para essa questão. Mas não vou começar por essa discussão. Ainda estamos começando.

Antes de mais nada, é preciso se perguntar:

Por que no século XX* precisamos de super-heróis?

Bom, Super Homem, Capitão América e companhia nasceram do interesse político de vencer ideologicamente os soviéticos. Inspirados, então, no sonho americano de Justiça e Liberdade, divulgados por esses metalinguísticos personagens, surgem os “watchmen” (vigilantes), os combatentes do mal transportados para um mundo menos preto-e-branco, prontos para enfrentar o mal que existe dentro da própria América. A compreensão fundamental aqui é a de que nem o sistema político apregoado como o correto, a Democracia e as Leis, nem a Religião e nem o setor privado, e nem nada foi capaz de vencer misérias, desigualdades, preconceitos e violência. A sociedade da forma como ela foi concebida é simplesmente ineficiente no combate aos problemas sociais reais que maltratam principalmente, mas não só, as minorias (minorias que, em números, não têm nada de minoria). Por isso a crença em seres superiores designados para resolver os problemas sociais que os poderosos (preocupados com políticas publicitárias) não se mobilizam para tratar parece plausível em uma realidade caótica. Por isso a necessidade dos “watchmen”.

Mas, se por um lado, os heróis parecem necessários, por outro, seria absurdo e incoerente designar pessoas, seres humanos, para esse tipo de serviço. E o que aconteceria se pessoas comuns se dessem a esse trabalho? A resposta de Moore para essa questão é o próprio cenário de Watchmen, realista por necessidade de ser coerente. E o é. A genialidade do autor é justamente conseguir apresentar esse cenário como uma realidade plausível. Para os combatentes, motivos sobram: uns lutam por suas ideologias, outros são patrocinados por empresas, outros buscam fama e prestígio, a maioria apenas não bate muito bem da cabeça. Mas, que benefícios reais esses heróis humanos poderiam trazer à sociedade? Mesmo que eles tenham notáveis habilidades marciais, mesmo que eles tenham a tecnologia ao seu lado... Voltando ao início, como combater o mal?

Os vigilantes e suas batalhas pessoais

À primeira vista, o entre aspas “protagonista” Rorschach não parece lembrar nem de longe a algum herói dos antigos quadrinhos. No entanto, num universo menos complexo do que aquele em que vive o vigilante, teríamos na figura de Rorschach um super-homem fidedigno: em um mundo com a dicotomia bem-mal aparente e exposta, teríamos um personagem de código moral claro e inabalável, pronto para banir com as próprias mãos os indivíduos podres da sociedade. A visão de Rorschach é a de que não existem desculpas para os desvios de comportamento. Por sua história de vida, ele poderia ser o primeiro a se esconder atrás da máscara de vítima, como desculpa para qualquer mal que porventura viesse a cometer. No entanto, não é isso o que esconde a máscara de Rorschach. Nada, na forma como ele enxerga o mundo, lhe dá o direito de ser fraco. Ele faz o que deve ser feito (da forma como ele entende que deve). Ele não se dobra nem mesmo ao Estado, agindo na ilegalidade se preciso, por que acredita que sua missão precisa ser cumprida. Heroísmo? Obviamente! Dos melhores. Não agiria o Super Homem da mesma maneira? A impiedade e integridade de Rorschach aos seus próprios códigos é o que faz dele o mais heroico dos vigilantes. No entanto, colocando-nos frente a frente com nossas próprias fraquezas, esse personagem nos faz rever o conceito de Justiça. Qual o sentido de um código tão rigoroso quando todos somos mais ou menos fracos? Talvez seja o medo de aceitar nosso lado sombrio que nos impeça de compreender Rorschach em seu heroísmo, e perceber que todas as suas atitudes atrozes são motivadas pela concepção de justiça do mundo ocidental.

O que incomoda em Rorschach não é o fato de ele não ser o herói tradicional, mas justamente o fato de ele ser exatamente o que entendemos por herói. É claro que elementos compositivos importantes – sua aparência e seu total desprezo pela raça humana – fazem com que antipatias nasçam mais facilmente. Mas o importante é perceber que mesmo um Rorschach atraente e cheio de amor pra dar ainda cometeria erros terríveis, porque ele age centrado em suas próprias verdades e as leva adiante custe o que custar. Ninguém é dono da verdade, e um herói que faça sua própria moral valer, a despeito de outros, não passa de um intolerante e egocêntrico. Essa intolerância, no entanto, é a essência do herói, e a personalidade de Rorschach é uma peça fundamental no quebra-cabeça da trama.

E o que dizer do Comediante? O Comediante é um pacifista do plano psicológico. Ele, ao contrário de Rorschach e da maioria dos outros vigilantes, aceita o mal como parte integrante da natureza humana. Por isso, ele prefere não lutar, porque lutar contra o mal é lutar contra si mesmo. Ao contrário, ele se junta ao inimigo, fazendo da crueldade motivo de piada. Ele se permite atrocidades para se sentir em paz com sua natureza humana. O Comediante é o perfeito anti-herói, que acha uma piada a luta dos outros vigilantes.

Adrian Veidt, o Ozymandias, em certo momento da narrativa percebe o tom das piadas do Comediante, e atenta para o fato de o mal estar espalhado em todas as criaturas. Até então, ele era como os outros, engajado como Rorschach, mas capaz de enxergar a complexidade comportamental humana. Em nenhum momento, ele abandona a luta contra o mal, mas, ao se dar conta da natureza intrínseca da maldade, graças ao Comediante, Ozymandias percebe que seria preciso abandonar velhos princípios. A guerra contra o mal é uma guerra desleal e só pode ser vencida abandonando a visão romantizada de moral do super-herói. Adrian, o homem dito mais inteligente da Terra, é o primeiro a perceber que o herói humano seria incapaz de vencer na luta contra o mal, porque o mal não respeita nenhum código moral.

Impactos na Sociedade


Do ponto de vista social, a existência dos Homens Minuto (a primeira geração de vigilantes) é uma anomalia política sem tamanho. São pessoas que agem às escondidas, acima da lei e desrespeitando todas as conquistas democráticas históricas, ridicularizando o governo e a segurança nacional. No entanto, contando com o apoio da sociedade, são rapidamente incorporados ao sistema econômico, tornando-se celebridades e armas poderosas de publicidade. Espectral e Dollar Bill são perfeitos exemplos dessa nova tendência.

Não seria preciso nenhum grande evento para deixar claro que esses heróis eram, na verdade, grandes equívocos coletivos, motivados por ideologias artificiais. Logo começam os abusos e a dificuldade de identificar os homens por trás das máscaras cria uma casta social de irresponsabilizáveis; tiranos e nazistas fora da política. Mesmo que a maioria deles não agisse com crueldade, apenas a arbitrariedade que tinham poder para exercer já era suficiente para ameaçar a ordem social.

Super Poderes


A discussão precedente ganha nova dimensão com o surgimento do Dr. Manhattan. A pergunta agora é: e se um super-herói com super poderes realmente existisse? Alan Moore responde com outra pergunta: e se essa espécie de Super Homem fosse, da mesma forma como foram os Homens Minuto, incorporado pelo sistema político-econômico? Uma criatura super poderosa poderia, em teoria, funcionar como arma em uma guerra política, mas não na guerra contra o mal, porque, nas palavras de Jon, ela não possuiria o poder de “alterar a natureza humana”. É a visão do Comediante voltando à tona. A guerra contra o mal é uma guerra contra os homens. Apenas a humanidade poderia se salvar de si mesma.

É por isso que, na HQ, quem salva a Terra de uma 3ª Guerra Mundial é um herói humano, e não o Dr. Manhattan.

Além disso, fica clara na HQ a visão de Moore de que, quanto mais poder a humanidade detém, mais iminentes tornam-se os conflitos. Foi a existência do Dr. Manhattan que deixou a Terra à beira da guerra. O medo que Jon causava nos soviéticos era tamanho que não descartava-se a possibilidade de um ataque suicida. Fica no ar mais uma pergunta:

Que poderes um super-herói precisaria ter para garantir a paz? Mesmo no plano metafísico, esse perfil de herói existiria?

Rorschach versus Ozymandias

Todas essas perguntas não ficam sem solução. Ozymandias, com seu plano megalomaníaco e por métodos questionáveis consegue unir duas nações inimigas e acabar com a ameaça da guerra. Essa solução, no entanto, está longe de ser conclusiva. Personagens morrem, mas não ideologias. A breve mas suficiente discussão entre Ozymandias e Rorschach no final da trama é ainda repleta de quesões a serem pensadas. A forma como Ozymandias conduz os fatos baseia-se numa visão maquiavélica que não raro culminou em grandes injustiças históricas. Em verdade, apesar da Terra ter sido momentaneamente “salva”, não há garantias de que o mundo será um lugar melhor dali para frente. Aliás, não há sequer garantia de que ela vá durar mais dez anos. Terão, então, valido a pena todas as mentiras, todas as mortes, todas as arbitrariedades? Não estará a visão de Ozymandias apenas propagando os mesmos erros e preconceitos que deram origens à desigualdade e à guerra? O feito é notável, mas não haveria outra forma? A pergunta, na verdade, é secular: os fins justificam os meios?

A visão heróica e romântica de Rorschach é terminantemente contra essa “salvação” sangrenta e mentirosa; “sem acordos”, ele diz. Mas, estaria errado o seu ponto de vista apenas por parecer utópico? Afinal, quantas vezes ao longo da história os grades impasses tentaram ser resolvidos de forma honesta? O problema político de ações como o de Ozymandias é que, quase sempre, busca-se por meios imorais alcançar interesses particulares de poderosos. O mesmo não pode ser dito de Adrian Veidt, contudo, colocando na forma de outra pergunta secular: um erro justifica outro? É uma imagem forte quando Rorschach refere-se à morte como “mais um cadáver em sua fundação”. Talvez ele esteja propondo que um mundo melhor não se construa por grandes revoluções, mas por atitudes íntegras. Os fins não podem justificar os meios, porque todo final é uma ilusão. O futuro perfeito de Veidt é uma ilusão, e o que ele fez simplesmente não está correto.

Tantas questões filosóficas e existenciais em apenas 12 capítulos é realmente um mérito à parte, e, apesar de haver falhas, tanto no filme quanto na HQ, é mais que merecido o reconhecimento de Watchmen como uma grande obra, um marco na história dos quadrinhos. Àqueles que assistiram o filme, recomendo fortemente ler também a série impressa. A ambientação é feita de forma espetacular e essas questões todas são tratadas com muito mais cuidado que na versão cinematográfica, que, apesar de ser uma excelente adaptação do enredo de Watchmen, perde em profundidade de interpretação.



____
* Período da trama.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Go, Speed Racer, Go Speed Racer, Gooooo!

- - - de _Renata, para o na Vitrine.


Então, apresentar trailers é divertido.




Gostei do casting e da adaptação, com cenários mais coloridos e aposto que Christina Ricci vai deixar a Trixie menos chata. E eu arrepiei toda quando a música tema tocou no início.
Eu adorava o anime quando criança *.*

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Batman Dark Knight - Trailer Oficial

- - - de _Renata, para o na Vitrine.



Data de lançamento mundial: 18 de julho de 2008

Um trailer muito bom, mas estranho porque não mostra muito o Bruce nem o Batman, só focando no Coringa que Heath Ledger interpreta maravilhosamente bem (será que supera o de Jack Nicholson?).
Interessante o casting desses filmes. O Christian Bale ficou ótimo, Michael Caine é o melhor mordomo ever, assim como Cillian Murphy e Liam Neeson nos papéis de vilões do primeiro filme... Mas eles simplesmente não conseguem acertar na heroína... Em Batman Begins, aquela sem-sal-açúcar-ou-qualquer-outra-coisa da Katie Holmes e agora essa Maggie Gyllenhaal, que ficou até bem legal em Mais Estranho que a Ficção mas não acho que encaixa no clima que Dark Knight deveria passar.


Mas mesmo assim... Just can't wait!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Simpsons - O Filme


- - - de Renata, para o na Vitrine.

Eu dedico esta postagem ao querido Rafael. Porque eu sei a exata intensidade dos sentimentos dele pelo programa dos Simpsons e tenho uma considerável noção do que ele deve estar pensando ao ver uma matéria sobre eles no blog que ele criou e montou com tanta dedicação e esmero.


Ironia é uma arte. Seu perfeito equilíbrio com aventura, ação, amor, comédia pastelão, crítica social resultou nesta animação que vos apresento e que foi tão prazerosa de se assistir.

Quem conhece a série em seus pequenos detalhes com certeza compreenderá melhor a proposta do filme, mas sem dúvida o divertimento é geral. Mas já devo ir dizendo, na verdade, a peça não passa de um episódio de maior duração, com uma qualidade de animação bem maior e cinco ou seis cenas mais pesadas (para a TV americana, não a nossa). Mas quem reconhece como a série é extremamente boa sabe como isso não é um problema, mesmo.

Matt Groening, o criador do universo simpsioniano (hehe, acabei de iventar essa palavra, eu acho), para mim é um completo gênio. Ninguém jamais revelou com tanta precisão, humor e inteligência, os aspectos (absurdos ou não) da vida típica americana. E tudo através de um desenho animado com mais de 18 anos de duração, onde os brancos são as únicas pessoas com a coloração da pele representada erroneamente.

A trama é simples e bem contada. A cidade de Springfield (sem localização certa, exatamente porque existem milhares de cidades chamadas Springfield pelos EUA) e seus moradores (espelhando o próprio país) ignora seus problemas de poluição ambiental e se torna a cidade mais poluída dos EUA. O governo estadunidense (com um presidente 1% mais competente do que o atual) toma medidas drásticas e tipicamente estúpidas para resolver a questão.

Neste interím, Homer Simpson, o americano mais bem representado da história da Televisão (e agora do cinema!), entra em um grande conflito interno, ao perceber sua incapacidade de ser um chefe de família decente, principalmente para Bart Simpson, que começa a questionar seriamente o abandono paterno. Marge e Lisa representam a sensatez feminina que Matt Groening tanto valoriza. Uma é a eterna esposa dedicada e piedosa, quase santa, e a outra é a filha de cérebro afiado e alma romântica (em algumas cenas eu quase morri de rir, de tanto que meu comportamento parece com o dela).

Para quem assistir dublado, um grande revés: a voz de Homer está alterada, refletindo um sério problema da dublagem brasileira. Apesar de ser considerada uma das melhores do mundo, seus artistas não recebem o devido respeito no ambiente de trabalho. Waldyr Sant'Anna, o Homer verdadeiro, rompeu com a FOX e está a processando depois do uso não-autorizado de sua voz nos DVDs da série. Ele chegou a escrever uma nota oficial aos fãs, agradecendo o apoio e lamentando toda a situação. Consequentemente a falas de Homer ficaram xoxas e vazias, e serão assim daqui para frente, apesar do visível esforço do dublador Carlos Alberto, o substituto oficial.

Altamente recomendado se você quer rir de piadas inteligentes, espertas, rápidas, exageradas, infantis, adultas e que lá no fundo, também parodiam você.




E esperem a cena depois dos créditos, para pensarem em mim.

sábado, 11 de agosto de 2007

A Saga do Tio Patinhas


- - - de Tereza, para o na Vitrine.


Carl Barks é um dos quadrinistas mais importantes de todos os tempos, e com certeza o mais importante da Disney. Também conhecido como homem dos patos, foi nas mãos dele que o universo de Patópolis e a personalidade atual do Pato Donald tomaram forma. Seu personagem mais complexo porém, sempre será Patinhas McPatinhas, ou simplesmente Tio Patinhas.

Ao longo do seus anos de trabalho Barks deixou várias pistas do passado do pato mais rico do mundo em suas histórias, mas nunca montou uma biografia oficial.

Isso só aconteceu no início dos anos 90, quando a Don Rosa, discípulo confesso de Barks, foi encomendado pela Disney uma edição de aniversário, que pudesse seguir, na medida do possível, a cronologia proposta por seu criador.

Quase 17 anos depois, finalmente chegou ao Brasil uma das mais bem feitas compilações dedicadas ao formato. No estilo americano, papel especial e um puta comentário editorial "A Saga" é um deleite.

Dividos em três livros, as histórias narram desde o jovem Patinhas na Escócia, ganhando a moedinha número 1, até suas aventuras, já como o pato mais rico do mundo, com seus sobrinhos Donald, Huguinho, Zezinho e Luisinho.

Patinhas fez de tudo, foi cowboy, garimpeiro, dingo e grumete. No ínicio tinha ambições modestas, ir para América para conseguir mandar dinheiro pra família, mas a medida em que vai conhecendo o mundo e se desencantando com ele, seus sonhos de grandeza vão aumentando, chegando ao ponto de se alienar quase totalmente.

Mas vou me adiantando. Patinhas começa como um jovem esperto porém, ingênuo que aprende desde cedo que com trabalho duro e perseverança tudo pode ser alcançado. Ele encontra muitos bandidos pelo caminho, inclusive o protótipo do que seriam os irmãos Metralha, mas é apenas com o bandido McMônei, em um dos melhores capítulos da história, que alguma coisa se quebra em suas convicções. Não vale a pena confiar nas pessoas, é melhor se virar sozinho, pois senão você pode ser passado pra trás. Até o dia em que contraria tudo o que foi ensinado e, por puro orgulho, resolve se vingar de alguém que aparentemente não é seduzido pelo dinheiro. Atinge o fundo do poço, e só com muito esforço consegue sair. E isso tudo vem de um pato falante.

Carismático, corajoso, esquentado e muquirana, conhecendo sua família dá pra entender o porque dele ser assim. Além dos pais e das irmãs, vemos seus ancestrais e suas primeiras ligações com a família da vovó Donalda.

A Saga também está intimamente ligada a história americana, misturando os personagens Barkasianos com pessoas reais (Patinhas deu uma surra em todos eles), como Bufalo Bill e o presidente Roosevelt. Inclusive ótima a cena em que sua irmã Hortência, mãe do Pato Donald, dá um sermão em Teddy reclamando o voto feminino.

Os capítulos com Dora Cintilante, o grande amor da vida dele, são altamente sugestivos ("vocês são jovens demais pra isso" afirma o Pato Donald quando seus sobrinhos perguntam sobre ela), e estão entre os melhores. Afinal, como seria um vida de perigos e aventuras sem um romance.

A arte é mais do que maravilhosa, de um realismo impressionante, uma completa atenção aos detalhes, gags visuais fantásticas, algumas cenas parecem que poderiam ser emolduradas. Sem exagero, só as sombras já seriam o suficiente para um estudo artístico.

Por fim, a grande lição é que muito mais importante que o destino, é a jornada. E você está convidado para essa.



sexta-feira, 27 de julho de 2007

Harry Potter and The Deathly Hollows

- - - de _Renata, para o na Vitrine.

Não, eu não vou escrever nada aqui. Sendo eu o primeiro membro do na Vitrine a terminar este livro (há mais ou menos meia hora, e são uma e vinte da manhã), vou escrever uma crítica completa, como se estivesse destinada a este espaço, mas estará realmente no meu Blog, o http://renata-washu.blogspot.com/

Então se você já leu o livro ou não leu e não se importa em saber tuuuuudo que acontece, pode dar uma passada lá, onde mostrarei meu ponto de vista de toda a obra.

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