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quarta-feira, 11 de março de 2009

Slumdog Millionaire


- - - de Renata_, para o na Vitrine.


Então, o vencendor do oscar 2009.

Bonito? Sim.
Comovente? Sim.
Envolvente? Sim.
Bem feito? Sim.


Surpreendente? Não.
Inovador? Não.

Tinha um comichão me incomodando durante todo o filme. Um comichão que me dizia: você já viu/leu/ouviu essa história antes. E é óbvio que você sabe o final.

Não é surpresa que Slumdog ganhou o prêmio de melhor filme. Porque ele não ganharia? Ele possui a fórmula exata, que funciona entre nós mortais, por séculos a fio.

É muito simples: Crie um herói, tão nobre quanto Ivanhoé, tão apaixonado quanto Romeu, com a infância tão trágica quanto... sei lá, a do menino do "Parada 174", uma heróina tão bela e pura quanto qualquer princesa adormecida e adicione o destino determinado a consagrá-los com um feliz para sempre. Gente, que membros da Academia não derretem diante disso?

Sabem o que vi na tela? Alladin do século XXI. E Alladin da Disney mesmo, porque o conto original tem mais suor e sangue. Não me levem a mal, eu AMO Alladin, mas com a plena noção de que entre a Moreninha e a Jasmim não há muita diferença, além de alguns miolos (para a Jasmim, obviamente) e a própria etnia das duas.
Jamal-Alladin "ladrão lalau, eu não sou não! É que na realidade, eu sou só pobre. Alladin... Quem há de dizer, que há muito mais, em mimmmmm!" passou por muitas dificuldade para chegar à cena inicial do filme. Cada momento de sua vida é uma "denúncia social" das violações dos direitos humanos, ambientais, sociais, animais, científicos, sociológicos, antropológicos e tudo mais que é possível de ser violado.
Alladin conhece Jasmim, Alladin não pode ter Jasmim. - Jamal conhece Latika, Jamal não pode ter Latika.
Alladin acha a lâmpada - Jamal entra no show do milhão indiano.
Alladin perde a lâmpada para Jafar - Duvidam da capacidade de Jamal de estar ganhando o jogo honestamente.
Alladin com a ajuda do bem, vence Jafar, liberta o gênio e fica com Jasmim. Eventualmente Alladin se muda para o palácio assim como também eventualmente se tornará sultão, deixando toda uma vida de pobreza e sofrimento para trás. Living Happily ever after.
Jamal não se sai muito diferente.

Não estou exigindo quedas de sistemas, nem quebra das castas, nem que o governo indiano seja derrubado. Muito menos desejo que Jamal tivesse perdido na pergunta final, paraque o fim fosse mais real. Também não estou desvalorizando o tom narrativo do filme. Na verdade, não estou aqui para criticar Slumdog Millionaire.

Só quero deixar um alerta para mantermos nossos olhos abertos. Sentir alívio porque Jamal e Latika nunca mais vão passar fome não é catarse, é alienação.

E a música final e ganhadora do oscar também (que eu gostei e até baixei), poderia muito bem ser substituída por "Um Mundo Ideal":

Aladdin: Um mundo ideal
Jasmin: Um mundo ideal
Aladdin: Que alguém nos deu
Jasmin: Que alguém nos deu
Aladdin: Feito pra nós
Jasmin: Somente nós
Aladdin & Jasmin: Só seu e meu.


Exatamente, meu casal preferido da Disney: Só de vocês dois.


Cada prêmio honestamente merecido. Fotografia, trilha sonora, etc, etc. Podem ver sem medo. Recomendando para sair feliz do cinema.

E eu tenho problemas, porque eu achei o ator do Jamal sexy. Não me perguntem porque. E imaginem meu susto ao constatar que ele será o ZUKO na versão cinematográfica de AVATAR.

domingo, 31 de agosto de 2008

Turma da Mônica Jovem


- -- de _Renata, para o na Vitrine.


Eu vou voltar a colecionar mangás. Bom na verdade, só um mangá e na verdade, nem mangá é. É um quadrinho brasileiro em estilo mangá.
Eu realmente esperei desde a primeira notícia que saiu sobre na internet (acho que foi em junho) e finalmente pude comprar em uma banca de jornal, depoistado não ao lado das revistinhas infantis e sua versão tradicional (Turma da Mônica mesmo) mas sim entre Full Metal Alchemist e Naruto, a revista de R$ 5,90: Turma da Mônica Jovem.

A capa já chama atenção facilmente com uma Mônica curvelínea fazendo o tradicionalíssimo sinal de V dos mangás e escrito logo acima: "Eles Cresceram!". As páginas são em preto e branco como todo bom mangá mas o jeito de ler é bem brasileiro, de frente para trás.

Maurício de Sousa se mostra muito empolgado com o projeto (pudera, depois de não sei quantas esposas e filhos japoneses, alguma influência o cara ia ter) e é possível perceber que ele deu carta branca para muitos dos elementos apresentados tanto no estilo do quadrinho quanto no roteiro em si.

Bom, vamos lá. É realmente uma proposta interessante. A turma cresceu, e com isso vem algumas mudanças, que são citadas duzentas vezes durante o mangá. O Cebolinha agora é Cebola e não fala mais errado, a não ser quando está nervoso. O Cascão toma banho, mas ainda não gosta de fazê-lo. A Magali come pouco pra se cuidar e a Mônica não é mais gorda, baixinha etc etc. A mudanças em si não me abalaram, mas a cada dois quadrinhos os personagens ou falam sozinhos ou toscamente um com outro em um tom de "Oh, COMO NÓS CRESCEMOS E FICAMOS DIFERENTES, NÉ? " que foi bem irritante. Mas é a 1a edição e os mais lerdos precisam se sentir situados, então tudo bem.

Por outro lado, certas mudanças foram hilariamente interessantes. O anjinho agora parece um mutante de X-Men muito sexy, com o nome feliz de CÉUBOY. A franja do franjinha finalmente parece uma franja normal, a Marina parece um fanart estilo "hotgirl" da Hermione, o Capitão Feio é bonito e tem cabelo comprido e também mudou de nome, para ficar mais estiloso... Poeira Negra. Coitado. Mas enfim.

O legal é rir das características de um mangá clássico que são jogadas na sua cara, com se estivessem sendo sutilmente utlizadas. Cascão e Cebola (é pra acostumar, porque ele não quer ser mais chamado de Cebolinha) colocam os braços atrás da cabeça toda hora, a Mônica com sua linguinha de fora, fazendo carinha de inocente, veinhas raivosas saltando das testas, gotinhas de suor chovendo pelas páginas e por aí vai.

A história já se estabeleceu dentro do mundo da fantasia e do fantástico ( de uma forma muito tosca que eu prefiro nem entrar muito em detalhes porque ficou verdadeiramente mongol, com os pais deles empunhando Katanas e se fazendo de heróis doentes do passado. Senti até vergonha, mas é só não ler muito as falas que melhora), excluindo rapidamente o ambiente escolar (eu crente que ia ser um estilo Malhação de vida) prometido pelos anúncios e pelas propagandas. Os quatro personagens serão inseridos no principais mundos do mangás: Medieval, Futurista, Artes Marciais e ahm não me ocorre agora um título apropriado, mas é tipo Trevas, com vampiros (ah, anime e mangá de vampiro é o que mais tem por aí) e etc.

Esses universos são tipicamente Shonen. Na verdade, quase tudo que essa nova publicação digamos, "pegou emprestado"do Japão, é shonen. A única característica Shojo que eu identifiquei foi o romance em potencial do Cebola com a Mônica. E isso com certeza vai ser uma das maiores expectativas do público com a nova trama. "OK, eles cresceram, agora eles vão se pegar, né?"
Tem gente esperando por isso desde que nasceu, eu inclusive. E eu acho que é bem possível que fique bom, que vire shipper, que a gente torça para que aconteça de forma linda e fofa, que a gente dê gritinhos a cada cena instigante que venha a aparecer e que praticamente enlouqueça a gente, como Sakura e Shoran - Kyo e Tohru - Inuyasha e Kagome e muitos outros já enlouqueceram um dia. Aliás, é bom que seja um romance beeem shojo, porque romance shonen, quando existe algum, é quase sempre extremamente frustrante. Tá aqui um abraço leve e fique satisfeito. Enfim, é só fazer direitinho que pode dar certo.

O lado psicológico e emocional do mangá também foi bem deixadinho de lado. Não esperemos questões existencialistas, com corpos encolhidos no chão, braços envolvendo as pernas e alguém dizendo "eu não quero morrer". Pouquíssimo provável.

Eu meio que acho que o Cebola é o personagem mais "mangástico" dos quatro. Ele é inocente, com um quê de herói por acidente, é apaixonado e vai lutar por esse amor. No verso da revista ele está com uma pose ótima, bem típica de "eu sou um personagem de mangá". Eu adorei.

O gostoso mesmo são as pequenas verossimilhanças. O brinco do Cascão e como ele chama o Cebola de Véi, o CD de Love Songs que o Cebola grava para a Mônica, A Mônica apertando a cabeça do Cebola contra o peito, a Magali querendo chamar a polícia e outras pequenas coisas que simplesmente enriquecem o quadrinho. Tá, acho que pode ser meio exagerado o jeito da Magali e da Mônica se vestirem, mas também acho que poucas adolescentes de classe média conhecem uma das frases mais famosas de Coco Chanel : "Sempre retire a última coisa que você colocou."

O aconselhamento é para maiores de 10 anos, mas ainda não aconteceu nada que não pudesse aparecer nas revistinhas originais. Espero que aconteça, até porque está realmente muito infantil, com diálogos bobos em algumas partes. Deve haver a busca de um equilíbrio. A essência de Turma da Mônica não pode ser perdida, mas o canal agora é outro e uma maturidade vai ser exigida.

Não começou super bem, mas não começou super mal. Pode evoluir facilmente ou pelo menos gradativamente. Minha preocupação maior é que eles não tenham uma história pré-planejada e acabem inventando tudo em cima da hora, como foi em Pokémon e Digimon. Um bom mangá tem sempre seu fim conectado com o início ou pelo menos fazendo sentido com ele.

Histórias sobre crianças para crianças podem ser sem nexo, sem fim, pé, cabeça e corpo. Histórias sobre adolescentes que já foram crianças muito famosas, que são mundialmente conhecidas, que já forneceram muitas alegrias e emoções para outras crianças que atualmente podem nem ser mais crianças, já não tem tamanha liberdade.

Não brinque com fogo, se não souber brincar.

Mas eu tenho fé e recomendo.


E sugiro àqueles que executam todo o projeto: leiam Holy Avenger. Dá para aprender bastante.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Avatar - A Lenda de Aang



- - - de _Renata, para o na Vitrine.






Ah, Avatar...





Primeiramente, o mais importante: Avatar não é anime. Avatar é uma animação americana com o custo de 1 milhão de doláres por episódio (de acordo com meu primo, Felipe Benévolo, formado em comunicação social na UnB) e foi co-criado por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko com as bençãos dos estúdios da Nickelondeon (o que na minha opinião, teve seu *** salvo por esse dois gênios) e é simplesmente o máximo!

Avatar é a união perfeita do que tem de bom em um cartoon, com o que tem de bom em um anime. Piadas inteligentíssimas, beijos (conta nos dedos quantos animes você já viu com beijos, mas daqueles de verdade, não os selinhos idiotas que Karekano tem), romance, cenas de ação hiper-mega bem feitas, sonoplastia de qualidade e personagens fodásticos.


O Zuko é tudo na minha vida, o Tio Iroh comanda, a Azula é muito louca, o Aang é engraçado, o Sokka é hilário, a Toph é demais (como ela mesma diz), a Katara é de boa, eu adoro a Ty Lee e a Mai e isso é pouco. Enredo e narração viciante, desenrolar dos acontecimentos de não querer levantar da cadeira e enfim... Meu estômago revira só de pensar que eu fiquei de fora de um projeto lindo como esse... É tanto esse tipo de coisa com que eu quero trabalhar...


Eu nem vou falar da história, porque eu quero que vocês vejam por si mesmos. Vale a pena se surpreender.

E sim, o menino tem uma seta azul na cabeça. Eu descobri que muita gente tem preconceito com o desenho por causa disso, mas acreditem a seta é totalmente ignorável e justificável.









Só para constar que eu tive um sorte enorme de conhecer uma hacker da net que colocou toda a 1a e 2a temporada para mim em 4 DVDzinhos. Sou eternamente grata à ela...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Go, Speed Racer, Go Speed Racer, Gooooo!

- - - de _Renata, para o na Vitrine.


Então, apresentar trailers é divertido.




Gostei do casting e da adaptação, com cenários mais coloridos e aposto que Christina Ricci vai deixar a Trixie menos chata. E eu arrepiei toda quando a música tema tocou no início.
Eu adorava o anime quando criança *.*

domingo, 8 de julho de 2007

O despertar de uma paixão

- - - de Rafael, para o na Vitrine.

Título Original: The Painted Veil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 125 minutos
Site Oficial: www.thepaintedveilmovie.com
Direção: John Curran

Sinopse: Um casal se casa pelos motivos errados, indo morar em Xangai logo em seguida. Lá ela o trai e, para se vingar, ele aceita um emprego numa vila remota na China. Com Edward Norton, Naomi Watts e Liev Schreiber.

Eu sei. Com esse título não dá nem para esperar nada do filme. Mas, para começar qualquer tipo de argumento, vou frisar um único fato: O título original é The Painted Veil. Nhó! Mania de brasileiro de estragar o que não devia. Hunf...
bom, o título original também não tem nada a ver com o filme, mas isso é um detalhe apenas.

Independente de títulos, a verdade é que o filme é, no mínimo, fascinante. Mais que um romance, é um tratado sobre a fragilidade humana. O objetivo dele não é mostrar como os protagonistas foram feitos um para o outro, mas justamente o contrário: o amor não precisa que a gente dê certo; a gente é que precisa que o amor dê certo entre nós. Tudo isso dentro de um cenário doído, numa vila isolada na China. Foco da raiva, uma epidemia fatal, onde o doutor Fane leva sua esposa britânica e mimada Kitty, após descobrir sua infidelidade. E, acredite, não é tão vingativo quanto parece.

Na verdade, os Fane são o casal mais adorável por quantidade de defeitos já registrado na minha memória.

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