terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Batman Dark Knight - Trailer Oficial

- - - de _Renata, para o na Vitrine.



Data de lançamento mundial: 18 de julho de 2008

Um trailer muito bom, mas estranho porque não mostra muito o Bruce nem o Batman, só focando no Coringa que Heath Ledger interpreta maravilhosamente bem (será que supera o de Jack Nicholson?).
Interessante o casting desses filmes. O Christian Bale ficou ótimo, Michael Caine é o melhor mordomo ever, assim como Cillian Murphy e Liam Neeson nos papéis de vilões do primeiro filme... Mas eles simplesmente não conseguem acertar na heroína... Em Batman Begins, aquela sem-sal-açúcar-ou-qualquer-outra-coisa da Katie Holmes e agora essa Maggie Gyllenhaal, que ficou até bem legal em Mais Estranho que a Ficção mas não acho que encaixa no clima que Dark Knight deveria passar.


Mas mesmo assim... Just can't wait!

domingo, 9 de dezembro de 2007

Some Kind of Wonderful





- - - de _Tereza para o na Vitrine.















Jonh Hughes é o diretor/produtor/roteirista por trás de grandes clássicos teens dos anos 80, como Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles), Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller´s Day Off), O Clube dos Cinco (The Breakfast Club) e Mulher Nota Mil (Weird Science). Seu estilo influenciou toda sua geração e a seguinte, sendo que seus clichês se encontram desde Te pego atrás da escola, Patricinhas de Beverly Hills e até o mais recente Mean Girls.




Dito isso, eu sempre me senti um pouco alienada que meus dois filmes favoritos do gênero, embora influenciado por Hughes, não têm ligação direta com ele. Namorada de Aluguel e O Menino que Sabia Voar são dois filmes "menores" o segundo até divergindo pra uma semi-fantasia, mas eu não posso evitar, a romântica dentro de mim adora um Peter Pan e tem uma certa coisa por cemitérios de avião. Na minha opinião, "Namorada ..." tem a melhor cena final da história do cinema e a trilha sonora tem até Beatles.



A maioria das pessoas que eu conheço considera Ferris o melhor do gênero, e eu nunca neguei isso, é muito bom, só não é o meu favorito. E depois que eu vi Pretty in Pink eu cheguei a conclusão que prefiro Hughes como lançador de tendencias do que como cineasta. Isto é, até ontem.



A primeira vez que eu ouvi falar em Some Kind of Wonderful (que em português tem o tosquíssimo nome de Alguém Muito Especial) foi em Gilmore Girls, a Lorelai descrevendo o filme e apontando como um dos seus favoritos, junto de The Way we Were e Nasce Uma Estrela. Bom gosto indiscutível. Some Kind of Wonderful é oposto complementar de Pretty in Pink. Ou seja, é bom.


Ambos os filmes tem como foco um triangulo amoroso, entre o protagonista, classe média baixa americana com tendências artistícas, o objeto de desejo dele, popular e/ou rico cercado de babacas, e o melhor amigo, que de repente se descobre apaixonado.





As diferenças são basicamente de gênero e de tom. Some Kind of Wonderful é sobre um menino e duas garotas e é provavelmente o filme mais sério de Hughes e Pretty in Pink, o vertice é uma menina e ainda é dado a cenas bobas ou surreais.







Eu acho que o fato de SKoW ser tão melhor pra mim é que é muito mais fácil de me identificar com a tomboy, que é apaixonada pelo melhor amigo, que por sua vez é apaixonado pela menina mais popular da escola, do que alguém que está presa entre dois babacas, o melhor amigo que é o tipo de patinho feio que nunca vira cisne, e o covarde mor da escola, que convida e depois desconvida ela pro baile, supostamente porque ela é pobre. E eu devo achar isso bonitinho, romântico? Idiota isso sim.


O engraçado é que a melhor amiga, Watts (Mary Stuart Masterson) é muito mais bonita que a popzinha Amanda Jones ( Lea Thompson), mas isso pode ser porque eu sou total sucker por meninas de cabelo curto. O protagonista, Keith Nelson (Eric Stoltz), também é all kinds of hot, e olha que eu nem gosto de ruivos, mas fazer o quê, ele é parte pintor, parte mecânico e tem uma cena que focalizam nas mãos dele sujas de graxa que simplesmente, ai ai.

Todos os tres atores tem química das melhores, e todos dão performances acima da média, mas é Masterson que rouba o show, toda cena em que ela aparece é impossivel desviar atenção pra outra coisa. Ela mostra despespero e paixão não corespondida com graça e dignidade dificeis de alcançar. E ela é simplesmente adoravel.


Os coadjuvantes são top de linha. O pai, mistura de orgulho e preocupação tem um gosto de realidade dificilmente apresentado em filmes do gênero, e a irmã pentelha é o alivio cômico na medida certa. Mas o meu favorito é o Duncan, a princípio bully que no final se torna amigo do nosso herói.



O filme é um romance, sim, mas é também sobre as coisas que você deve fazer pra se tornar a pessoa que você deseja ser. As vezes é ir numa festa sabendo que você vai apanhar dos amigos atletas do ricaço da escola, as vezes é descobrir que se pode viver sem pegar emprestado coisas de pessoas que nem gostam tanto assim de você, ou ás vezes é servir de chaufer para o encontro do amor da sua vida com outra pessoa, mesmo que isso parta seu coração.


A trilha sonora, que há uns anos atrás seria considerada brega, nessa moda oitentista de agora é nada além de muito cool, com versões sintetizadas de Rolling Stones e Elvis Presley.


E apesar de o final ser realmente apressado, esse filme supera o gênero e entra pro hall daqueles que você pode assistir vinte mil vezes sem nunca enjoar.



PS: A cena do primeiro beijo pode ser considerada no mínimo antológica.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A Loja Mágica de Brinquedos


- - - de Tereza _, para o na Vitrine.


Já faz um tempo que eu deixei de assistir filmes teoricamente infantis no cinema. Deixa eu reformular, sim eu assisto desenhos, sim eu assisto épicos de fantasia e meu, nenhum filme do Tim Burton pode ser considerado infantil. Mas em relação a "Terabitas" e "Oh não! Ficamos presos no aeroporto no Natal", é, eu prefiro esperar pra ver na tv (e sim, eu vou assistir quando passar).
Mas quando eu vi que "A Loja..." tinha o Dustin Hoffman e a Natalie Portman ultra-cute com cabelo de menininho eu não podia não assistir. Depois eu ainda descobri que o roteiro foi escrito pelo mesmo cara de Mais Estranho que a Ficção.
Perfeito, não? Eh, não...


O negócio com esse filme é o seguinte, ele tinha potencial pra ser o melhor filme de todos os tempos, mas acaba sendo uma decepção. Primeiro, enquanto eu assistia o filme eu notei que a direção era no mínimo estranha, algumas cenas duravam um segundo a mais do que deveriam e os closes eram muuuuuuuuuuuuiito justos. Assim, eu sei que a Natalie Portman é uma das criaturas mais fofas que já pisou na terra, mas eu não preciso ver todos os poros do rosto dela pra perceber isso. E ninguém precisa de tanto CGI pra entender que a loja é mágica. Sinceramente as cenas mais simples são as mais bem feitas, será que ninguém nunca ensinou pra esse diretor que menos é mais?


Depois, o roteiro, de que adianta ter personagens carismáticos, e isso eu não questiono, se a história não tem propósito? O Jason Bateman faz supostamente o antagonista do filme mas tudo que ele faz é discutir um ponto com a Natalie: "Eu não acredito que a loja é mágica" "Isso é porque você é um contador sem coração. Acredite em mim, ela é mágica, eu sei disso porque eu sou música, portanto superior emocionalmente a você" "Okay, eu acredito, agora eu vou abraçar macaquinhos de pelúcia" E é isso! Todo mundo faz esses discursos grandiosos pra convencer outras pessoas de coisas completamente óbvias. Esse é o filme.


O menino que é, também, ultra-fofo, não consegue ter amigos e tem uma coleção de chapéus destoa um pouco da história, embora seja o narrador, mas o arco dele não é finalizado, de nenhum dos personagens é, porque o filme acaba do nada. Mas do nada mesmo. Eu já vi filmes terem finais abruptos, mas um igual esse, nunca.
Será que nunca ninguém ensinou ao roteirista que histórias precisam de conclusão? Não, sério, quem que termina um filme em seu climáx? A impressão que eu tive é que o cara tava escrevendo, chegou nessa parte, não conseguiu pensar num final decente e decidiu terminar por ali mesmo.

Falando assim, até parece que é o filme é o pior do universo, o que não é verdade, tem suas coisas boas (uma delas é o figurino da Natalie Portman, eu quero todas as roupas dela pra mim), mas é só que podia ser tão melhor. Sigh... Nem a trilha sonora salva.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Gossip Girl




Warner Channel, às quintas-feiras
20:00 h




de Renata, para o na Vitrine.






Eu que vou quebrar o hiatus de mais de um mês? Que legal!


Na nova safra de séries que estréiam este mês na Warner, um elemento em particular chamou a atenção desta vestibulanda levemente irresponsável.



O draminha Gossip Girl. Óbvio substituto de O.C (e seu final intragável) para o público pré-adolescente (que espera ansiosamente que suas vidinhas sem-graça se tornem tão emocionantes quanto às da televisão) e adolescente mesmo (que sabe que não daquele jeito meeeesmo). No entanto, Gossip Girl, baseado no livro de título homônimo da autora Cecily von Ziegesar, vai muito além de substituir O.C.


Gossip Girl é O.C.



Sim, houve algumas alterações. Deixem-me explicar em dois tópicos:



1 - O cenário. Em vez das praias quentes da Califórnia e suas mansões com chão de mármore encomendado da Espanha, que fornecia garotas esculturais desfilando em biquínis e shortinhos de 15.000 doláres, temos a fria Nova York e seus prédios chiquérrimos cujos alugueis alimentariam crianças africanas por anos a fio, e garotas esculturais desfilando em casacos pesados feitos de sabe Deus o que, mas com preços acima de 30.000 doláres, sem dúvida.



2- As personagens. O centro da série é Marissa Cooper, que voltou do túmulo com um pouquinho mais de simpatia e miolos, dessa vez na pele de Serena van der Woodsen (Blake Lively), mas ainda sendo o sonho de consumo de todos os seres vivos que a rodeiam e questionando sua existência nos goles de álcool que toma por dia.





Serena-Marissa, no início do primeiro episódio, acaba de voltar para N.Y de um colégio interno onde tinha ficado por meses, sem dar satisfação a ninguém, inclusive sua melhor amiga, Blair Waldorf (Leighton Meester), ou Summer Roberts, se vocês preferirem.

Blair-Summer também mudou um pouquinho, está bem menos tolerante e bem mais irritante porque não tem mais seu Seth Cohen a tiracolo. Blair é praticamente casada com Nate Archibald (Chace Crawford) uma personalidade nova na trama. Ele faz um papel de pobre-menino-rico que me surpreendeu (de tanta pateticidade). Como vocês já devem perceber, Nate morre de amores por Serena e já no primeiro episódio descobrimos que o exôdo de Serena para um internato em Conneticut tem muito a ver com isso.

Ryan Atwood e Seth Cohen se fundiram no melhor personagem apresentado até agora: Dan Humphrey (Penn Badgley). Dan tem a coragem de um e a comicidade do outro e vem com um novo acessório, sua irmãzinha Jenny Humphrey (Taylor Momsen), que graças a Deus não é nada parecida com Kaitlin Cooper ( a irmã da Marissa original, que era tão chata que dava vontade de morrer e matar) e é caloura no colégio onde todos esses adolescentes de 25 anos estudam. Dan também lambe o chão onde Serena pisa, mas no primeiro episódio, pelo menos, ele recebe uma pequena recompensa por isso.


O vilão é Chuck Bass (Ed Westwick). Ele não é de sair batendo em quem não é bem vindo em seu território mas diverte-se em acumular conquistas e seu troféu mais desejado e ainda não adquirido é adivinha quem?


O resto é igual. Os pais dessa galera (cujos atores devem ter no máximo, uns 35 anos) se dividem novamente entre os pólos do bem e do mal que o dinheiro constrói. As mães ainda se preocupam com a aparência das filhas (além das próprias pontas-duplas) e os pais ainda se dobram e desdobram nas artimanhas de poder que constituem as mega-empresas americanas. Sandy Cohen porém, virou um rockeiro fracassado gatíssimo, pai de Dan e Jenny. Mas o engajamento social da série ainda é fornecido por ele. Kirsten Cohen não apareceu e acho que ainda vai demorar para ela dar as caras. Fugiu de casa, a procura de si mesma, aparentemente.


E tudo isso é narrado pela Gossip Girl. Uma espécie de Big Brother da elite de Nova York, onipresente, onisciente e a terceira coisa que Deus é. A voz desse site que todos os High School Kids acessam esperando ver uma pequena menção de si mesmos é da atriz Kristen Bell, a mesma protagonista de Veronica Mars, que a Tê tanto ama

Bom, não preciso falar muito da trama não é mesmo? Americanos jovens, ricos e bonitos e suas situações quase tão catastróficas quanto o Tsunami na Ásia.



Pode não parecer, mas esse post é uma recomendação. É que eu gostava de O.C sabem..





P.S nada a ver com o post. Eu só queria fazer um comentário já que estamos falando de séries e ver se vocês concordam comigo. Eu estava assistindo alguns episódios antigos de FRIENDS e eu acho que o Ross tinha mais razão que a Rachel. Eles tinham dado um tempo e ele estava devastadoramente arrasado e bêbado. Ela é uma exagerada egocêntrica e tinha saído com o Mark no mesmo dia que tinha brigado com o Ross. Eu perdoaria e pouparia mais de sete temporadas de enrolação para que eles ficassem definitivamente juntos.








domingo, 30 de setembro de 2007

Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso)

- - - de Rafael, para o na Vitrine.

Um dos maiores acertos da academia cinematográfica no preciso ano de 1989 foi premiar com o Oscar de melhor filme estrangeiro Cinema Paradiso. Assim, algumas locadoras acabam até considerando a possibilidade de mantê-lo em circulação (na verdade, isso sou eu tentando liberar minha agressividade contra as locadoras de Águas Claras).

Voltando. Eu pensei, na verdade, em postar outra coisa hoje. Uma lista de motivos de por que você não precisa assistir a O Segredo. Mas lembrei que alguém (não vou citar) amou esse filme e resolvi ficar frio. Falar de Cinema Paradiso é muito mais propício, simplesmente pelo fato de esse filme ser maravilhoso.

Qualquer pessoa que se considere minimamente cinéfila tem obrigação tácita de assistir-lhe. A história do cinema antigo é o plano de fundo marcante na trama. Totó (Salvatore Cascio e Jacques Perrin), um bambini italiano nascido na década de 50 (ou 40, mas a história é em 50), tem grande curiosidade pelo ofício de Alfredo (Philippe Noiret), quem opera os projetores de um cinema local. As sessões, cujos filmes são sempre submetidos à censura da igreja, reúnem toda uma comunidade de forma muito diferente das atuais. O cinema é uma distração para o povo, para as massas, e a bagunça é generalizada.

Outras questões também acompanham o desenvolvimento de Totó. A escola, a relação com a família e o seu futuro, em busca de algo que sempre exerceu fascínio sobre ele, além, como sempre, da descoberta do amor.

Mas o mais importante é a simplicidade do filme. A trilha sonora muito fluída do renomado Ennio Morricone soma-se à beleza sutil das imagens, e até das mudanças de foco na própria narrativa.

Cinema Paradiso não apenas fala de cinema, mas é uma das produções mais vigorosas dele próprio. Sua ambientação faceira lhe dá sentido e nos traz, mais uma vez, a imperiosa importância do cinema europeu.

domingo, 23 de setembro de 2007

Sassaricando, e o Rio Inventou a Marchinha



- - - de _Renata, para o na Vitrine.






Então... Sabem uma coisa que eu detesto? Carnaval.


Sabem outra coisa que eu detesto? O Rio de Janeiro.




Mas, por motivos que nem a ciência explica, eu gostei muito da peça que vos indico.


Trata-se de um musical brasileiro, que apresenta com muito bom gosto as músicas já abandonadas pelas festas atuais (e abomináveis, diga-se de passagem) do carnaval, as marchinhas.




Elas são o tipo de canção que você passar a gostar no momento em que escuta. Desacostumado ou não, você se empolga com o ritmo e a melodia, composta de rimas bem humoradas, cativantes e inteligentes.




Nessa peça participa um roqueiro brasileiro, já não do nosso tempo, mas que minha mãe afirmou com todas as letras que foi o uó da juventude dela. Eduardo Dusek, um coroa simpatíssimo e com muita presença de palco, lidera a apresentação de mais de duas horas.




Porém, o tempo corre contra quem ainda desejar assistir essa peça. O próximo fim-de-semana será o último e eu sugiro que vocês se apressem e estejam postados na frente do teatro da CAIXA Cultural - SBS Quadra 4, lotes 3/4 na quinta-feira 27 de setembro, às uma da tarde, se querem não só um bom lugar, mas um lugar mesmo, porque digamos... está bombando!














Agora eu sei porque Carnaval tem tanta tradição. É porque já foi muito bom!

sábado, 22 de setembro de 2007

A Menina Ícaro

- - - de Rafael, para o na Vitrine.

"Pare. Não há nada.
Só eu, e eu peguei você."


Esse foi um dos livros mais surpreendentes da minha vida. Não pelo enredo em si (inclusive, não gostei nem um pouco do final), mas pela forma como ele é escrito. É simplesmente indizível o poder que Helen Oyeyemi, com não mais de 20 anos, possui sobre as palavras, misturando poesia com prosa e sensações muitíssimo nítidas.

A Menina Ícaro é a história de Jessamy Harrison, a Jess. Uma menina de oito anos, com um mundo muito próprio, caracterizado pelo medo de quase tudo que, muitas vezes, a leva a terríveis ataques de gritaria. Jess vive contradições nítidas em sua vida, como conviver com sua dupla naturalidade, nigeriana e inglesa; e presentes até mesmo nas relações díspares com o pai e com a mãe. Jess é uma menina bastante inteligente. Seu passatempo? Ler Shakespere com a mãe. No entanto, existem barreiras muito maiores que a própria mente que a impedem de se sentir confortável na escola. A convivência com as garotas brancas, provavelmente.

E então, presa nesse turbilhão de inconveniências, Jessamy conhece Tilly-Tilly. Uma amiga que lhe entende. Mas, quando Tilly-Tilly passa a lhe mostrar como é fácil magoar as pessoas, Jessamy percebe que não sabe quem é sua melhor amiga.

Além da carga emocional muito forte, as descrições por todo o livro, valorizando de maneira invejável todos os outros sentidos, além da visão, fazem de A Menina Ícaro um romance insubstituível, de um terror sutil e de um desespero maior que muita objetividade por aí.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O ano em que meus pais saíram de férias

- - - de Tereza, para o na Vitrine.

Um filme sobre infância, futebol, judaísmo, repressão e ditadura. E de repente parece que você está assistindo um desses filmes sensíveis italianos sobre a guerra. O que faz sentido, porque eu sou da opinião que em termos emocionais e artísticos o que mais se aproxima da guerra pro Brasil, e talvez para a América do Sul, seja a ditadura. Por isso é um tema tão revisitado.

E apresenta algumas inovações. São poucas explosões, as catarses são silenciosas, poucas vezes óbvias, o que dá uma qualidade diferente pro filme. O Cao Hamburguer é um bom diretor, principalmente de imagens, ele sabe onde colocar a câmera, sabe o que filmar. E a fotografia é primorosa, o ritmo nervoso quando tem que ser e estático, quase agoniante quando é necessário.

O maior problema do filme, sinceramente, são as atuações. Ou melhor, os diálogos. Tem uns que são dificéis de engolir e você pensa que o problema são os atores. Mas não, porque assim que eles calam a boca e só reagem, o filme melhora 200%. Ainda bem que na maior parte do tempo é silencioso.

É um drama, sim, mas tem momentos muito engraçados. Graças a Deus não é daqueles dramalhões forçados.

Uma das coisas que mais me impressionou é o quanto a infância é bem retratada. Filmes costumam ter duas formas de tratamento, ou são crianças hiper precoces que tomam conta dos adultos ao seu redor, ou são debeis mentais que nunca tiveram educação, todos com idade mental de 3 anos. Aqui as crianças apresentadas parecem reais, lembram a minha infância e da dos meus amigos.

Por fim, a metáfora de que o goleiro quem deve estar sempre preparado, embora esteja sozinho até que é sutil. Um filme bom, que tinha potencial pra ser ótimo.


terça-feira, 4 de setembro de 2007

Simpsons - O Filme


- - - de Renata, para o na Vitrine.

Eu dedico esta postagem ao querido Rafael. Porque eu sei a exata intensidade dos sentimentos dele pelo programa dos Simpsons e tenho uma considerável noção do que ele deve estar pensando ao ver uma matéria sobre eles no blog que ele criou e montou com tanta dedicação e esmero.


Ironia é uma arte. Seu perfeito equilíbrio com aventura, ação, amor, comédia pastelão, crítica social resultou nesta animação que vos apresento e que foi tão prazerosa de se assistir.

Quem conhece a série em seus pequenos detalhes com certeza compreenderá melhor a proposta do filme, mas sem dúvida o divertimento é geral. Mas já devo ir dizendo, na verdade, a peça não passa de um episódio de maior duração, com uma qualidade de animação bem maior e cinco ou seis cenas mais pesadas (para a TV americana, não a nossa). Mas quem reconhece como a série é extremamente boa sabe como isso não é um problema, mesmo.

Matt Groening, o criador do universo simpsioniano (hehe, acabei de iventar essa palavra, eu acho), para mim é um completo gênio. Ninguém jamais revelou com tanta precisão, humor e inteligência, os aspectos (absurdos ou não) da vida típica americana. E tudo através de um desenho animado com mais de 18 anos de duração, onde os brancos são as únicas pessoas com a coloração da pele representada erroneamente.

A trama é simples e bem contada. A cidade de Springfield (sem localização certa, exatamente porque existem milhares de cidades chamadas Springfield pelos EUA) e seus moradores (espelhando o próprio país) ignora seus problemas de poluição ambiental e se torna a cidade mais poluída dos EUA. O governo estadunidense (com um presidente 1% mais competente do que o atual) toma medidas drásticas e tipicamente estúpidas para resolver a questão.

Neste interím, Homer Simpson, o americano mais bem representado da história da Televisão (e agora do cinema!), entra em um grande conflito interno, ao perceber sua incapacidade de ser um chefe de família decente, principalmente para Bart Simpson, que começa a questionar seriamente o abandono paterno. Marge e Lisa representam a sensatez feminina que Matt Groening tanto valoriza. Uma é a eterna esposa dedicada e piedosa, quase santa, e a outra é a filha de cérebro afiado e alma romântica (em algumas cenas eu quase morri de rir, de tanto que meu comportamento parece com o dela).

Para quem assistir dublado, um grande revés: a voz de Homer está alterada, refletindo um sério problema da dublagem brasileira. Apesar de ser considerada uma das melhores do mundo, seus artistas não recebem o devido respeito no ambiente de trabalho. Waldyr Sant'Anna, o Homer verdadeiro, rompeu com a FOX e está a processando depois do uso não-autorizado de sua voz nos DVDs da série. Ele chegou a escrever uma nota oficial aos fãs, agradecendo o apoio e lamentando toda a situação. Consequentemente a falas de Homer ficaram xoxas e vazias, e serão assim daqui para frente, apesar do visível esforço do dublador Carlos Alberto, o substituto oficial.

Altamente recomendado se você quer rir de piadas inteligentes, espertas, rápidas, exageradas, infantis, adultas e que lá no fundo, também parodiam você.




E esperem a cena depois dos créditos, para pensarem em mim.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Qual é o Seu Pedido?

- - - de Rafael, para o na Vitrine.


No último sábado eu fui, depois de constantes indicações da Leila, assistir à peça “Qual é o Seu Pedido?”. O espetáculo, apresentado pelo grupo “Anônimos S.A.”, se trata de uma apresentação um tanto cômica e imprevisível, por ser formada basicamente por esquetes de improvisação. O nível dos atores é impressionante. Muita criatividade e promessa de risos desmesurados é o que espera quem resolver aproveitar a temporada que vai até o dia 18 de agosto.

É claro que, numa situação dessa, em que os atores tem de arriscar constantemente e pôr em funcionamento o máximo de sua criatividade, muito besteirol pode sair. Mas nada que não esteja dentro dos parâmetros que, aliás, são ditados pela platéia. A qual interage do início ao fim. O cenário é uma espécie de bar e os atores seriam os supostos “garçons” prontos para atender todo e qualquer pedido do público. Para pôr ordem à bagunça, são distribuídos alguns cardápios em que os desafios vêm no lugar dos pratos. E com nomes nada convencionais.

A apresentação é organizada na forma de uma competição. Os cinco garçons são apresentados e a platéia “tira” os times. De um lado os verdes, do outro os laranjas e no meio o ator curinga, que participa atuando em ambas as equipes.

O legal da peça é que, a cada nova apresentação, o resultado é sempre novo. As situações mais que inusitadas prometem. Para aqueles que sempre se queixam da programação morna da capital, está aí um ótimo pedido. Faça o seu.



De 10 a 18 de agosto. Sexta e sábado às 21h. Domingo às 20h. Teatro Nacional Cláudio Santoro - Sala Martins Pena. Censura Livre. Ingressos R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Antecipados: Chilli Beans e bilheteria do Teatro Nacional. Doadores de 1Kg de alimento não perecível pagam meia. Informações: 8111-7868 ou 3325-6240.

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