domingo, 31 de agosto de 2008

Turma da Mônica Jovem


- -- de _Renata, para o na Vitrine.


Eu vou voltar a colecionar mangás. Bom na verdade, só um mangá e na verdade, nem mangá é. É um quadrinho brasileiro em estilo mangá.
Eu realmente esperei desde a primeira notícia que saiu sobre na internet (acho que foi em junho) e finalmente pude comprar em uma banca de jornal, depoistado não ao lado das revistinhas infantis e sua versão tradicional (Turma da Mônica mesmo) mas sim entre Full Metal Alchemist e Naruto, a revista de R$ 5,90: Turma da Mônica Jovem.

A capa já chama atenção facilmente com uma Mônica curvelínea fazendo o tradicionalíssimo sinal de V dos mangás e escrito logo acima: "Eles Cresceram!". As páginas são em preto e branco como todo bom mangá mas o jeito de ler é bem brasileiro, de frente para trás.

Maurício de Sousa se mostra muito empolgado com o projeto (pudera, depois de não sei quantas esposas e filhos japoneses, alguma influência o cara ia ter) e é possível perceber que ele deu carta branca para muitos dos elementos apresentados tanto no estilo do quadrinho quanto no roteiro em si.

Bom, vamos lá. É realmente uma proposta interessante. A turma cresceu, e com isso vem algumas mudanças, que são citadas duzentas vezes durante o mangá. O Cebolinha agora é Cebola e não fala mais errado, a não ser quando está nervoso. O Cascão toma banho, mas ainda não gosta de fazê-lo. A Magali come pouco pra se cuidar e a Mônica não é mais gorda, baixinha etc etc. A mudanças em si não me abalaram, mas a cada dois quadrinhos os personagens ou falam sozinhos ou toscamente um com outro em um tom de "Oh, COMO NÓS CRESCEMOS E FICAMOS DIFERENTES, NÉ? " que foi bem irritante. Mas é a 1a edição e os mais lerdos precisam se sentir situados, então tudo bem.

Por outro lado, certas mudanças foram hilariamente interessantes. O anjinho agora parece um mutante de X-Men muito sexy, com o nome feliz de CÉUBOY. A franja do franjinha finalmente parece uma franja normal, a Marina parece um fanart estilo "hotgirl" da Hermione, o Capitão Feio é bonito e tem cabelo comprido e também mudou de nome, para ficar mais estiloso... Poeira Negra. Coitado. Mas enfim.

O legal é rir das características de um mangá clássico que são jogadas na sua cara, com se estivessem sendo sutilmente utlizadas. Cascão e Cebola (é pra acostumar, porque ele não quer ser mais chamado de Cebolinha) colocam os braços atrás da cabeça toda hora, a Mônica com sua linguinha de fora, fazendo carinha de inocente, veinhas raivosas saltando das testas, gotinhas de suor chovendo pelas páginas e por aí vai.

A história já se estabeleceu dentro do mundo da fantasia e do fantástico ( de uma forma muito tosca que eu prefiro nem entrar muito em detalhes porque ficou verdadeiramente mongol, com os pais deles empunhando Katanas e se fazendo de heróis doentes do passado. Senti até vergonha, mas é só não ler muito as falas que melhora), excluindo rapidamente o ambiente escolar (eu crente que ia ser um estilo Malhação de vida) prometido pelos anúncios e pelas propagandas. Os quatro personagens serão inseridos no principais mundos do mangás: Medieval, Futurista, Artes Marciais e ahm não me ocorre agora um título apropriado, mas é tipo Trevas, com vampiros (ah, anime e mangá de vampiro é o que mais tem por aí) e etc.

Esses universos são tipicamente Shonen. Na verdade, quase tudo que essa nova publicação digamos, "pegou emprestado"do Japão, é shonen. A única característica Shojo que eu identifiquei foi o romance em potencial do Cebola com a Mônica. E isso com certeza vai ser uma das maiores expectativas do público com a nova trama. "OK, eles cresceram, agora eles vão se pegar, né?"
Tem gente esperando por isso desde que nasceu, eu inclusive. E eu acho que é bem possível que fique bom, que vire shipper, que a gente torça para que aconteça de forma linda e fofa, que a gente dê gritinhos a cada cena instigante que venha a aparecer e que praticamente enlouqueça a gente, como Sakura e Shoran - Kyo e Tohru - Inuyasha e Kagome e muitos outros já enlouqueceram um dia. Aliás, é bom que seja um romance beeem shojo, porque romance shonen, quando existe algum, é quase sempre extremamente frustrante. Tá aqui um abraço leve e fique satisfeito. Enfim, é só fazer direitinho que pode dar certo.

O lado psicológico e emocional do mangá também foi bem deixadinho de lado. Não esperemos questões existencialistas, com corpos encolhidos no chão, braços envolvendo as pernas e alguém dizendo "eu não quero morrer". Pouquíssimo provável.

Eu meio que acho que o Cebola é o personagem mais "mangástico" dos quatro. Ele é inocente, com um quê de herói por acidente, é apaixonado e vai lutar por esse amor. No verso da revista ele está com uma pose ótima, bem típica de "eu sou um personagem de mangá". Eu adorei.

O gostoso mesmo são as pequenas verossimilhanças. O brinco do Cascão e como ele chama o Cebola de Véi, o CD de Love Songs que o Cebola grava para a Mônica, A Mônica apertando a cabeça do Cebola contra o peito, a Magali querendo chamar a polícia e outras pequenas coisas que simplesmente enriquecem o quadrinho. Tá, acho que pode ser meio exagerado o jeito da Magali e da Mônica se vestirem, mas também acho que poucas adolescentes de classe média conhecem uma das frases mais famosas de Coco Chanel : "Sempre retire a última coisa que você colocou."

O aconselhamento é para maiores de 10 anos, mas ainda não aconteceu nada que não pudesse aparecer nas revistinhas originais. Espero que aconteça, até porque está realmente muito infantil, com diálogos bobos em algumas partes. Deve haver a busca de um equilíbrio. A essência de Turma da Mônica não pode ser perdida, mas o canal agora é outro e uma maturidade vai ser exigida.

Não começou super bem, mas não começou super mal. Pode evoluir facilmente ou pelo menos gradativamente. Minha preocupação maior é que eles não tenham uma história pré-planejada e acabem inventando tudo em cima da hora, como foi em Pokémon e Digimon. Um bom mangá tem sempre seu fim conectado com o início ou pelo menos fazendo sentido com ele.

Histórias sobre crianças para crianças podem ser sem nexo, sem fim, pé, cabeça e corpo. Histórias sobre adolescentes que já foram crianças muito famosas, que são mundialmente conhecidas, que já forneceram muitas alegrias e emoções para outras crianças que atualmente podem nem ser mais crianças, já não tem tamanha liberdade.

Não brinque com fogo, se não souber brincar.

Mas eu tenho fé e recomendo.


E sugiro àqueles que executam todo o projeto: leiam Holy Avenger. Dá para aprender bastante.

domingo, 15 de junho de 2008

Fim dos Tempos (para o Shyamalan)


- - - de Renata_, para o na Vitrine.


Puxa, eu estava com saudades de escrever aqui...

Então, sexta agora eu fui com mais dois amigos da minha turma de cinema assistir o novo filme de um dos meus diretores (roteirista e produtor também) favoritos, M. Night Shyamalan e me decepcionei seriamente. Pior, estou preocupada com o Shyamalan. A bilheteria já não foi justa com ele em "A Dama Na Água" e eu acreditava que esse filme seria o seu resgate, mas com certeza não foi dessa vez.
Meus amigos DETESTARAM e afirmaram com todas as letras que é OFICIALMENTE o pior filme da vida deles. Eu não me senti assim, mas fiquei sinceramente triste.

E o pior é que eu não sei exatamente o que está errado. Talvez seja tudo. Atores deslocados, roteiro fraco, sem aquela emoção bela de "A Vila" ou o medo inteligente de "Sinais", ângulos esquisitos de câmera (sim sim, estou aprendendo a analisá-los), microfones aparecendo a cada cinco segundos e etc.

A idéia inicial era até boa, tornando o vento e as árvores os vilões maquiavélicos da história, mas a medida que o filme se desenrolava você já estava olhando para os lados e pensando: "É só eu, ou o cara cheirou meia para inventar essa maluquice?", e pensar isso de Shyamalan é praticamente heresia, porque ele sempre fez tanto sentido.

Meus amigos sentiam como se estivessem tendo um sarro tirado de suas caras (palavras deles também), como uma metlinguística maluca de "haha, seus trouxas, olha a idiotice que eu inventei para vocês acharem que estão assistindo um flime de suspense! Dããã!"

A única cena realmente boa foi o Mark Wahlberg (que sabe trabalhar melhor do que daquele jeito) conversando com a planta de plástico. Ali eu vi o Shyalaman que eu conheço se manifestando.

Portanto, não foi bom. Dedão para baixo. Só espero que M. Night não faça besteira com Avatar também, porque aí eu não perdoarei jamais! I'll curse the day he was born! (O filme de Sex and The City por outro lado, foi lindo e eu até chorei...)



E o francês do final era mó gatinho também....

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Querida banda Panic! At The Disco (Com !),

- - - de Rafael, para o na Vitrine.

que tipo de idiota vocês pensam que eu sou? Qualquer pessoa que ouça esse CD, Pretty, Odd, de vocês, pode perceber que vocês andaram ouvindo mais os Beatles do que seria aconselhável. Pior que isso: vocês estão pensando mesmo em substituí-los ou algo assim? Porque seria patético. Fico imaginando meia dúzia de adolescentes, harlequin girls, testosterone boys, dançando à meia-luz num salão, parecido com os de gafieira, embalados pela voz esganiçada do Brendon. Aliás, Brendon, querido, você já foi tão sexy, metralhando frases quilométricas em tempo recorde, era lindo, cara. Que merda é essa de ficarem de baladinhas agora? Até aquela criatura estranha que é o Ryan tá cantando melhor que você. Acho que começou o processo de Beatletificação por aí. Daqui a pouco eles te colocam um par de baquetas na mão e eu quero ver você se virar com os pratos.

You are so starving sim. E essa história de you don't have to worry, we're still the same band foi a brincadeira mais sem-graça que alguém já fez. E eu espero que vocês tenham feito de propósito, pela ironia, porque, se não, amigos, desisto de vocês.

Beijo me liga.

(E se alguém comentar “eu disse”, ou “eu já sabia”, ou “essa banda sux” morre).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Juno

- - - de _Tereza, para o na Vitrine.


Se você for parar pra pensar, o grande mérito de Juno não é a atuação brilhante da protagonista, ou o ritmo impecável do roteiro, ou a trilha sonora pra lá de kick-ass, mas sim que daqui a uns anos, quando meus futuros filhos me perguntarem como eu era quando adolescente eu só vou precisar mostrar esse filme pra eles. E se algum perguntar se eu tive um filho com 16 anos e dei pra adoção eles vão mais que merecer um tapa na orelha, porque sério, não é essa a questão do filme.

Juno é talvez o filme mais geracional dos últimos tempos, e mostra que talvez nem tudo esteja perdido, porque crescer hoje em dia, ser uma menina hoje em dia, não é tão ruim assim.

Você pode ser sarcástica e ao mesmo tempo uma romântica idealista, você pode achar graça nos adultos a sua volta e ainda sim se sentir perdida quando eles te decepcionam, e sim, esqueçam essa historia de ser platonicamente apaixonada pelo atleta da escola, pois como diria o produtor de Heroes, o século XXI pertence aos geeks, e se o seu melhor amigo é um desses e ainda por cima te acha linda não importa como, esse é seu cara.

Eu estava lendo crítica de um cara, em que ele perguntava onde estavam garotas como a Juno no highschool dele. Eu só posso dizer, década errada amigo, porque eu conheço tantas Junos que nem tem graça. Não é que eu e a Juno sejamos a mesma pessoa (ela é tranquila demais, na sua situação, pro meu gosto), mas somos definitivamente o mesmo tipo de pessoa.

Porque ficar falando em mais gírias do que palavras de verdade em uma frase e ainda assim demonstrar inteligência é um truque complicado, mas não impossível. Ou então discutir mestres do terror italiano ou o melhor ano pra se ser roqueiro (pra Juno é 77, pra mim, algo entre 65 e 68) sem parecer pretensiosa ou full of shit. E ainda assim nós temos um coração.

Eu percebi que esse filme deve surpreender aqueles que ainda acham que nossa geração se espelha em figurinhas como Regina George ou Marisa Cooper, quando na verdade a gente quer se distanciar dessas pessoas o máximo possível. The beautiful people é boring, o que tá na moda é ser quirky, expressão em ingles que eu nem sei muito o que significa, mas que aparentemente tem a ver comigo.

Pra qualquer um que assistou um episódio sequer de Veronica Mars nada em Juno deve ser além de familiar, porém não deixa de ser extremamente agradável de assistir, com sua história agridoce que tem um final feliz tão bonitinho que dá vontade de suspirar. E flanela é tudo de bom!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Avatar - A Lenda de Aang



- - - de _Renata, para o na Vitrine.






Ah, Avatar...





Primeiramente, o mais importante: Avatar não é anime. Avatar é uma animação americana com o custo de 1 milhão de doláres por episódio (de acordo com meu primo, Felipe Benévolo, formado em comunicação social na UnB) e foi co-criado por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko com as bençãos dos estúdios da Nickelondeon (o que na minha opinião, teve seu *** salvo por esse dois gênios) e é simplesmente o máximo!

Avatar é a união perfeita do que tem de bom em um cartoon, com o que tem de bom em um anime. Piadas inteligentíssimas, beijos (conta nos dedos quantos animes você já viu com beijos, mas daqueles de verdade, não os selinhos idiotas que Karekano tem), romance, cenas de ação hiper-mega bem feitas, sonoplastia de qualidade e personagens fodásticos.


O Zuko é tudo na minha vida, o Tio Iroh comanda, a Azula é muito louca, o Aang é engraçado, o Sokka é hilário, a Toph é demais (como ela mesma diz), a Katara é de boa, eu adoro a Ty Lee e a Mai e isso é pouco. Enredo e narração viciante, desenrolar dos acontecimentos de não querer levantar da cadeira e enfim... Meu estômago revira só de pensar que eu fiquei de fora de um projeto lindo como esse... É tanto esse tipo de coisa com que eu quero trabalhar...


Eu nem vou falar da história, porque eu quero que vocês vejam por si mesmos. Vale a pena se surpreender.

E sim, o menino tem uma seta azul na cabeça. Eu descobri que muita gente tem preconceito com o desenho por causa disso, mas acreditem a seta é totalmente ignorável e justificável.









Só para constar que eu tive um sorte enorme de conhecer uma hacker da net que colocou toda a 1a e 2a temporada para mim em 4 DVDzinhos. Sou eternamente grata à ela...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

10 CDs que eu não aconselho morrer sem tê-los escutado (Lado B)

- - - de Rafael, para o na Vitrine.

6. Barulhinho Bom (Marisa Monte)

Devido sua influência, importância e popularidade, Marisa Monte já se tornou um clichê, não levando para o lado pejorativo da coisa. Poucas foram as cantoras nacionais que adquiriram tamanho prestígio. Barulhinho Bom é uma compilação de gravações ao vivo de seus então maiores sucessos, óbvio, e algumas novas músicas de estúdio (dessas, poucas de maior relevância). O set-list do show e, mais importante, os arranjos inéditos fazem desse CD um "imortalizável".

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7. Daqui pro Futuro (Pato Fu)

O último trabalho do Pato Fu, com quê de alternativo por ter sido divulgado e vendido via internet, sem produtora e tudo o mais. De qualquer forma, considero como um dos melhores CDs da banda, não por possuir as melhores músicas, mas por só ter músicas boas.

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8. Le Tango des Gens (Sanseverino)

Um CD de inspiração jazzística, mas com sonoridade muito próxima a das chansons française. Não preciso nem dizer por que eu amo esse cara, né? Com sua voz rouca, seu falar apressado, ele canta na língua dos apaixonados canções cômico-satíricas ou simplesmente inconvenientes. C'est super.

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9. Underground - soundtrack (Goran Bregovic)

Trilha sonora do filme de Emir Kusturica que, para ser sincero, nunca vi. Fiz o download desse CD meio que por acaso, nem sabia o que era e, quando ouvi, foi paixão à primeira vista. Primeiro, pela força da percussão, são músicas bem ritmadas e alegres, mas, principalmente, pela nacionalidade bósnia do compositar Goran Bregovic. Sempre tive uma admiração especial pela música árabe e existe uma grande ligação aqui. Sei que bósnios não são necessariamente árabes, mas existe uma semelhança de culturas porque ambos são grupos étnicos predominantemente mulçumanos (espero que eu não esteja falando besteira). Anyways. Essas aqui são magiares.

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10. Idem (Móveis Coloniais de Acaju)

O estilo desses caras? Bem, eles tomaram a iniciativa e adotaram o termo "feijoada búlgara" para a pergunta. A verdade é que o Móveis Coloniais de Acaju não se resume a um único estilo. Dentre as principais tendências em sua música destacam-se o rock, o ska, algumas levadas de samba, influências de ritmos do leste europeu (como Emir Kusturica & the No Smoking Band), e, ahm, como eu posso dizer?, música de circo. Usando timbres bem abertos de metais em consonância com levadas inconstantes e até mesmo esdrúxulas de bateria, o "Móveis..." vem se destacando e crescendo de forma surpreendente no cenário independente brasiliense, conquistando já fãs por todo o Brasil.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

10 CDs que eu não aconselho morrer sem tê-los escutado (Lado A)

- - - de Rafael, para o na Vitrine.


1. Back to Black (Amy Winehouse)

Foi com esse CD que a carreira da inglesa Amy Winehouse adquiriu proporção internacional, a partir do frissom causado por Rehab. Não é pra menos: a cantora mostra uma voz poderosa e arrebatadora, uma fusão muito madura de ritmos como o jazz, black music, hip-hop e soul. Imperdível mesmo.

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2. International Velvet (Catatonia)

A banda galesa Catatonia separou-se em 2001, mas deixou um trabalho valioso para o atual noise, sendo uma divisão de marés entre o pop e o indie. A voz rasgada de Cerys Matthews e as letras complexas, repletas de intertextualidade e paralelismos são marcar do estilo.

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3. Roda de Funk (Funk Como le Gusta)

Funk como le Gusta é o protótipo de Big Band que adquiriu maior influência no cenário da música nacional. Acrescentando aos já consagrados soul e jazz a estrutura e a energia dos ritmos latinos, Funk como le Gusta reinvintou o seu próprio conceito de funk muito antes da atual imposição da mídia das levadas correntes nas favelas cariocas. Esse CD conta com a participação de Fernanda Abreu e Sandra de Sá.

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4. The Libertines (The Libertines)

A banda surgiu na virada do milênio, entrando na onda do pós-punk assim como The Strokes, Arctic Monkeys e o já estabelecido The Cure. O CD é um ótimo repositório de baladas e de músicas dançantes, fungindo, no entanto, da superficialidade.

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5. Bloco do Eu Sozinho (Los Hermanos)

Antes de adquirir repercussão nacional, a banda de Marcelo Camelo passou por diversas fases: começou hardcore, tentou flertar com ritmos latinos (daí o nome Los Hermanos), foi se tornando mais doce, romântico e explodiu com o sucesso abrupto do hit Anna Júlia, de seu primeiro CD. Bem, Bloco do Eu Sozinho foi o CD sucessor que veio pra dizer que "Então, galera, Los Hermanos não é bem isso". O lirismo das letras não abandou o repertório da banda. No entanto, o "Bloco..." trouxe um material sonoro de notória riqueza harmônica, um uso acentuado de metais e uma liberdade rítmica inovadora. Considerado por muitos como o início do verdadeiro Los Hermanos, Bloco do Eu Sozinho resume bem o que esses mineiros cariocas têm a oferecer: Euforia e Melancolia em perfeito sincretismo.

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Continua...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Go, Speed Racer, Go Speed Racer, Gooooo!

- - - de _Renata, para o na Vitrine.


Então, apresentar trailers é divertido.




Gostei do casting e da adaptação, com cenários mais coloridos e aposto que Christina Ricci vai deixar a Trixie menos chata. E eu arrepiei toda quando a música tema tocou no início.
Eu adorava o anime quando criança *.*

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Batman Dark Knight - Trailer Oficial

- - - de _Renata, para o na Vitrine.



Data de lançamento mundial: 18 de julho de 2008

Um trailer muito bom, mas estranho porque não mostra muito o Bruce nem o Batman, só focando no Coringa que Heath Ledger interpreta maravilhosamente bem (será que supera o de Jack Nicholson?).
Interessante o casting desses filmes. O Christian Bale ficou ótimo, Michael Caine é o melhor mordomo ever, assim como Cillian Murphy e Liam Neeson nos papéis de vilões do primeiro filme... Mas eles simplesmente não conseguem acertar na heroína... Em Batman Begins, aquela sem-sal-açúcar-ou-qualquer-outra-coisa da Katie Holmes e agora essa Maggie Gyllenhaal, que ficou até bem legal em Mais Estranho que a Ficção mas não acho que encaixa no clima que Dark Knight deveria passar.


Mas mesmo assim... Just can't wait!

domingo, 9 de dezembro de 2007

Some Kind of Wonderful





- - - de _Tereza para o na Vitrine.















Jonh Hughes é o diretor/produtor/roteirista por trás de grandes clássicos teens dos anos 80, como Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles), Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller´s Day Off), O Clube dos Cinco (The Breakfast Club) e Mulher Nota Mil (Weird Science). Seu estilo influenciou toda sua geração e a seguinte, sendo que seus clichês se encontram desde Te pego atrás da escola, Patricinhas de Beverly Hills e até o mais recente Mean Girls.




Dito isso, eu sempre me senti um pouco alienada que meus dois filmes favoritos do gênero, embora influenciado por Hughes, não têm ligação direta com ele. Namorada de Aluguel e O Menino que Sabia Voar são dois filmes "menores" o segundo até divergindo pra uma semi-fantasia, mas eu não posso evitar, a romântica dentro de mim adora um Peter Pan e tem uma certa coisa por cemitérios de avião. Na minha opinião, "Namorada ..." tem a melhor cena final da história do cinema e a trilha sonora tem até Beatles.



A maioria das pessoas que eu conheço considera Ferris o melhor do gênero, e eu nunca neguei isso, é muito bom, só não é o meu favorito. E depois que eu vi Pretty in Pink eu cheguei a conclusão que prefiro Hughes como lançador de tendencias do que como cineasta. Isto é, até ontem.



A primeira vez que eu ouvi falar em Some Kind of Wonderful (que em português tem o tosquíssimo nome de Alguém Muito Especial) foi em Gilmore Girls, a Lorelai descrevendo o filme e apontando como um dos seus favoritos, junto de The Way we Were e Nasce Uma Estrela. Bom gosto indiscutível. Some Kind of Wonderful é oposto complementar de Pretty in Pink. Ou seja, é bom.


Ambos os filmes tem como foco um triangulo amoroso, entre o protagonista, classe média baixa americana com tendências artistícas, o objeto de desejo dele, popular e/ou rico cercado de babacas, e o melhor amigo, que de repente se descobre apaixonado.





As diferenças são basicamente de gênero e de tom. Some Kind of Wonderful é sobre um menino e duas garotas e é provavelmente o filme mais sério de Hughes e Pretty in Pink, o vertice é uma menina e ainda é dado a cenas bobas ou surreais.







Eu acho que o fato de SKoW ser tão melhor pra mim é que é muito mais fácil de me identificar com a tomboy, que é apaixonada pelo melhor amigo, que por sua vez é apaixonado pela menina mais popular da escola, do que alguém que está presa entre dois babacas, o melhor amigo que é o tipo de patinho feio que nunca vira cisne, e o covarde mor da escola, que convida e depois desconvida ela pro baile, supostamente porque ela é pobre. E eu devo achar isso bonitinho, romântico? Idiota isso sim.


O engraçado é que a melhor amiga, Watts (Mary Stuart Masterson) é muito mais bonita que a popzinha Amanda Jones ( Lea Thompson), mas isso pode ser porque eu sou total sucker por meninas de cabelo curto. O protagonista, Keith Nelson (Eric Stoltz), também é all kinds of hot, e olha que eu nem gosto de ruivos, mas fazer o quê, ele é parte pintor, parte mecânico e tem uma cena que focalizam nas mãos dele sujas de graxa que simplesmente, ai ai.

Todos os tres atores tem química das melhores, e todos dão performances acima da média, mas é Masterson que rouba o show, toda cena em que ela aparece é impossivel desviar atenção pra outra coisa. Ela mostra despespero e paixão não corespondida com graça e dignidade dificeis de alcançar. E ela é simplesmente adoravel.


Os coadjuvantes são top de linha. O pai, mistura de orgulho e preocupação tem um gosto de realidade dificilmente apresentado em filmes do gênero, e a irmã pentelha é o alivio cômico na medida certa. Mas o meu favorito é o Duncan, a princípio bully que no final se torna amigo do nosso herói.



O filme é um romance, sim, mas é também sobre as coisas que você deve fazer pra se tornar a pessoa que você deseja ser. As vezes é ir numa festa sabendo que você vai apanhar dos amigos atletas do ricaço da escola, as vezes é descobrir que se pode viver sem pegar emprestado coisas de pessoas que nem gostam tanto assim de você, ou ás vezes é servir de chaufer para o encontro do amor da sua vida com outra pessoa, mesmo que isso parta seu coração.


A trilha sonora, que há uns anos atrás seria considerada brega, nessa moda oitentista de agora é nada além de muito cool, com versões sintetizadas de Rolling Stones e Elvis Presley.


E apesar de o final ser realmente apressado, esse filme supera o gênero e entra pro hall daqueles que você pode assistir vinte mil vezes sem nunca enjoar.



PS: A cena do primeiro beijo pode ser considerada no mínimo antológica.

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